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Letícia, Leka ou Let's. Palpiteira de tevê e cinema.
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TANGO ELETRÔNICO
O que me chamou muito a atenção, além da abertura fantástica (Hans Donner caprichou desta vez), foi o mote principal da novela "A favorita". De início, vi semelhanças entre o drama de Flora (Patricia Pillar) e Donatella (Cláudia Raia), com a história de Julia Matos (Sônia Braga) e Yolanda Pratini (Joana Fomm), de Dancin`Days (1978), que, de início, se chamaria "A prisioneira". Julia, assim como Flora, passa anos presa longe da filha, a adolescente Marisa (Glória Pires). Sai da cadeia acabada, cheia de olheiras, sofrida e jurando vingança. Acaba dando a volta por cima e ainda arrasando na pista de dança (afinal, era a época áurea da discoteca). Antes de disso, porém, come o pão que o diabo amassou.
A novela foi a consagração de Sônia Braga (muito jovem para fazer a mãe de Glória Pires, à época) e o Brasil passou a odiar Joana Fomm (perfeita, sempre, como vilã). Em "A favorita", Patrícia Pillar, até então subestimada, na minha opinião, finalmente tem um papel a sua altura em telenovelas. Além disso, a adoro nos papéis de mãe, apesar de Patricia, a atriz, não ser mãe na vida real. Esteve perfeita em "Zuzu Angel" e também em "Cabocla" e "Sinhá Moça", ambas nos horários das 18:00hs. Não gosto de Claudia Raia e se, realmente ela se confirmar como vilã (não totalmente, porque ama, de fato, a filha Lara), vai ser fácil odiá-la. Vou torcer para que a novela emplaque, porque a trama é boa, embora recorrente.
Algo curioso é o galinha Zé Bob (Carmo de la Vechia) ter um envolvimento amoroso com Donatella (Claudia Raia). Carmo já foi o filho mais velho de Claudia, na minissérie "Engraçadinha" (1995), embora ele não tenha idade para tanto. E Mariana Ximenes (Lara), olha só, é enteada de Murilo Benício (o Dodi). Mariana já foi esposa de Benício em "Chocolate com pimenta" (2003), o que seria mais plausível. Coisas da ficção.
A MÃE DA BELA...
Descobri, por acaso, uma foto da mãe de Angelina Jolie, falecida no ano passado, a bela Marcheline Bertrand. Genética é realmente algo incrível.
A francesa Marcheline e o ator John Voight, seu marido à época e pai de Angelina.
CONTARDO CALLIGARIS
Hoje Marília Gabriela entrevista o psicanalista Contardo Calligaris, que acabou de escrever um romance. No GNT, às 22:00hs. A conferir.
COMPARAÇÕES
A imprensa adora descobrir e rotular pessoas como o novo James Dean, ou a nova Audrey Hepburn ou, como fiz abaixo, a nova Elizabeth Taylor. Não deixa de ser uma bobagem sem tamanho, uma vez que cada pessoa é única e tem seu efeito (revolucionário ou não) dependendo da época em que surge. Sharon Stone é Sharon Stone, com sua cruzada de pernas fatal em "Instinto Selvagem" (1991) e não uma nova Marilyn ou uma nova Grace Kelly. No entanto, confesso que gosto dessas bobagens, como cinéfila saudosista. Confiram o link abaixo que faz essas comparações e depois dê sua opinião aqui.
Quem são os novos ícones de Hollywood?
Forçadinho, né?
ANA E LIZ

Lindas, ambas. O povo gosta de reclamar que Ana Paula Arósio só faz novelas de época. Eu adoro. Tem alguém que veste melhor as roupas dos anos 50 do que ela? Eu ainda não vi. Aquelas menininhas que fazem as filhas dela na novela podem até ser bonitas, mas somem naqueles vestidos lindos esvoaçantes.
Liz fez algumas mulheres desequilibradas na ficção, entre elas a Katherine de "De repente, no último verão" (1959). Como a Laura de "Ciranda de Pedra", ela se apaixona por um lindo médico de olhos claros, no caso, Montgomery Clift. Ana Paula tem Marcello Antony que, também devido à semelhança física, disse ter se inspirado em Clift no início da carreira. Sem dúvida, Ana Paula é a nossa Liz Taylor (sem o lance do álcool, dos diamantes e daqueles casamentos todos!).
TEMPOS DEPOIS...
Volto a atualizar o blog... e dizer que sim, cortei o cabelo, após o último post completar um mês de vida!
MUDANÇAS
Aproveitando o ciclo de mudanças, decidi que cortarei o cabelo. Vou aderir ao look Kate Holmes, sem a franjinha. Será que vou ficar chique? Espero que não fique com cara de velha. Dizem que mulher com mais de trinta de cabelão fica com risco de ficar com cara de Meméia (lembram-se da bruxa da Luluzinha?). O meu está imenso e vou aderir aos curtinhos.
ASTROS
Meu aniversário está chegando e acho que, por enquanto, vivo meu inferno astral. No entanto, recebi uma notificação de um novo trânsito astrológico que prevê melhoras. Saquem só a previsão para os próximos dias:
"Neste momento, as amizades com mulheres estão mais favorecidas, Letícia, assim como a amizade com pessoas ligadas ao meio artístico."
Como assim? Amizade como mulher é rotina, mas que raios significa o tal "meio artístico"? Cantor de barzinho serve ou é uma coisa assim, Selton Melo? Fico no aguardo das novidades.
MEMÓRIA TELEVISIVA
Quer testar o quanto você é viciado em tevê? Esse teste do Uol traz sons bastante familiares de programas e novelas de várias épocas. Me emocionei. Tente lá e depois compartilhe aqui.

E FERRAÇO BEIJOU MARIA PAULA...
e deixou de ser psicopata para ser um vilão redimido. Aguinaldo Silva não resistiu e deu redenção ao cara que era o capeta na Terra. Será que as mocinhas aqui fora acreditarão que pode acontecer o mesmo com elas? Mulherada, canalha que se preze não se redime. Lembrem-se que, às vezes, o amor não salva.
DE OUTRO MUNDO...
Há exatos 25 anos, meu pai saiu para um vôo e não voltou mais. Lembro da capa de uma revista Manchete (a revista preferida dele) que estava na sala durante aqueles dias tristes. Tinha o Michael Jackson na capa. Preto.
Penso que meu pai foi embora desta vida sem ver uma série de coisas. Não viu o crescimento da AIDS (aliás, ele nem sabia o que era a doença, provavelmente), não descobriu que Rock Hudson era gay, não acompanhou a queda do muro de Berlim pela tevê, não viu o Brasil ser tetra, penta. Não conheceu os Ronaldinhos, nem o Senna.Também não chegou a ver o movimento pelas Diretas-Já, a eleição de Tancredo, a posse do vice, o plano Cruzado, o Cruzado novo, o Collor vencendo o Lula, mas saindo mais cedo. Meu pai trouxe para nós um Atari importado quando ninguém tinha, e também um aparelho de fax. No entanto, não chegou a imaginar o que seria a internet e nunca, nunca teve um celular. No mundo das revistas Playboys do meu pai (e ele tinha muitas), não existia photoshop. Lá estavam as musas das pornochanchadas brasileiras e também estrelas de novela. Meu pai não chegou a ver o renascimento do cinema nacional. Naqueles anos, filme brasileiro era ruim.
Anos 70 e começo de 80 para mim são sinônimos de infância. Infância com meu pai. Depois disso, parece que passei para outra dimensão, entrei em outra etapa, outra história. Dia desses, minha mãe me olhou com cara de surpresa: "Filha, seu pai não chegou nem a ver o Movimento das Diretas". Ah, quantas coisas ele deixou de ver. Olhando assim, penso que ele viveu em outro mundo mesmo. Um mundo que acabou.
QUERIDOS AMIGOS
Na semana passada, foi ao ar o último capítulo da minissérie “QUERIDOS AMIGOS” de Maria Adelaide Amaral. Passei por vários momentos ao assistir à trama: empolgação inicial, uma certa “preguiça” lá pelos capítulos intermediários e emoção nos últimos. Falar de amizade é algo que me emociona; amigos são testemunhas de nossas vidas, aqueles de longa data, então, nem se fala. Acredito que não fui só eu quem pensou nos bons e velhos amigos na frente da tevê e sentiu vontade de revê-los.
Outra coisa bacana da minissérie foi a abordagem dos anos 80 sem falar de ATARI, Rock in Rio e Geração New Wave. Todos esses símbolos pop fazem sentido para quem viveu a adolescência naquela época, não a idade madura. Para aqueles que viveram a juventude no final dos anos 60 e começo dos 70, os anos 80 foram anos um tanto quanto estranhos e (por que não) cinzentos. “Queridos Amigos” falou da ressaca desta época. Daí o tom melancólico, depressivo mesmo, de algumas ambientações e personagens.
O elenco foi um show à parte. Alguns deles não tem 40 anos ainda (Guilherme Weber, Dan Stulbach, Bruno Garcia) mas representaram bem uma geração de quarentões. Fiquei pensando em como são interessantes as pessoas de quarenta anos e como estão bonitas nossas atrizes, na minissérie mostradas sem muitos retoques. Debora Bloch, que viveu seu auge em 1989 quando fazia a Tevê Pirata, estava muito bem como a sofrida Lena. Ao que parece, sem botox, sem estica e puxa, sem chapinha (quem nos anos 80, aliás, usava chapinha?).Todas interessantes: Bloch, Maria Luísa Mendonça, Drica Moraes (adooro), Denise Fraga, Aída Lerner e a linda Malu Galli (enfim, uma psicanalista decentemente representada na ficção). E os homens? Confesso que não gostei muito do "tom" que o Dan Stulbach deu para o seu Leo (meio bobo alegre, achei), mas gostei de todos os outros. Guilherme Weber fez bem o homossexual irônico, narcisista e ressentido.
Estou atrás da trilha sonora (que trouxe pérolas como "Sol de Primavera" do Beto Guedes), mas também fez uma mistureira danada, nem sempre condizente com a cena e a época mostrada. Ah, e não poderia deixar de comentar o título, com aquelas letrinhas bem ao estilo da época (algo assim meio Globo de Ouro, lembram-se?). Pois é, ainda que com algumas falhas, posso dizer que gostei da minissérie. Boa para se ter em DVD.
NATÁLIA: A MARILYN GAÚCHA
Uma vez que assumi que estava assistindo e acompanhando o BBB 8, sinto-me à vontade para declarar minha torcida pela recém-eliminada Natália, a gaúcha de Passo Fundo. Eu, fã confessa de Marilyn Monroe, via muitas vezes em Natália a versão tupiniquim da blondie americana (guardadas, é claro, as devidas proporções). Natália era esperta, mas às vezes arregalava os olhos azuis como se realmente não entendesse as intrigas que se passavam na casa. Falava de sexo como se falasse de uma receita de bolo e usava e abusava de suas curvas com absoluta naturalidade. Não tinha modos; um rosto de moça fina com comportamento que muitas vezes esbarrou na vulgaridade. Construiu a aliança mais sólida do BBB8: com Marcos, em uma relação claramente transferencial. Ele era realmente seu pai na casa, embora a diferença de idade fosse mínima entre os dois. Seu olhar para ele era de filha mesmo. E o tratamento de senhor pareceu-me verdadeiro, assim como o afeto por Marcelo, o psiquiatra que deu um tiro no próprio pé ao brigar com ela (e com Gyselle).
Ontem, ao ser eliminada do programa com uma diferença mínima em relação à piauiese, eu consegui rir. Disse ela em seu sotaque gaúcho e com vozinha de criança: "Estou feliz, genttte.. 54% não é muito, né? Sinal que o povo lá fora gosta de mim". E saiu para abraçar o Bial, equilibrando-se no salto alto e no vestido justíssimo e curto. Mais Marilyn, impossível.
DOIDONAS
Muitos atores ficam marcados por interpretarem o mesmo tipo de papel ao longo de anos a fio. Lembremos de Marcos Pasquim e seus galãs-galinhas sem camisa, Tony Ramos e seus bons moços, Paulinho Vilhena e seus playboys irresponsáveis. Danielle Winitts, invariavelmente, faz as gostosas; Marília Pêra, pobre ou rica, as peruas engraçadas. No entanto, há atores e atrizes que, independente do talento e do papel, sempre parecem, de certa forma... desequilibrados. Estão neste grupo, por exemplo, Renata Sorrah (que eu adoro) e Maria Luísa Mendonça (a eterna Buba). Ambas estão no ar atualmente (em "Duas Caras" e "Queridos Amigos", respectivamente). Escandalosamente neuróticas.
MARCELO DO BBB8
Eu prometi a mim mesma que não iria mais assistir ao BBB e muito menos comentá-lo aqui neste espaço. Pois é, confesso que continuo viciadíssima e, diante das circunstâncias, terei de comentar.
Já escrevi um post de como lidar com psicólogos. Diante de um psiquiatra habitando a mansão do Boninho, faço questão de repetir algumas dicas:
- Psicólogos e psiquiatras não são juízes;
- Psicólogos e psiquiatras não ficam analisando as pessoas em festas, butecos, ruas, praças, whatever. Dentistas não ficam pedindo para as pessoas abrirem as bocas em qualquer lugar para olhar as obturações, não é mesmo? Então..
- Psicólogos e psiquiatras não são videntes nem tem poderes paranormais;
- Psicólogos e psiquiatras não são investigadores policiais para procurar culpados
OU SEJA:
Se esbarrarem com um profissional da área (Médico especialista em Psiquiatria ou Psicólogo) e ele se comportar desta maneira, desconfie. Marcelo, o psiquiatra do BBB 8 pode ter usado da estratégia de amedrontamento pela profissão para ganhar o jogo, mas como profissional fora da casa, já está queimadíssimo. Está "analisando" todo mundo mas esquece que também está sendo analisado aqui fora. Lamentável (mas compreensível) que o pessoal da casa tenha tanto medo dele.
"Uma neurose é um segredo que você não sabe que está guardando".
Kenneth Tynan
Sendo assim, como acusar alguém de guardá-lo? Mais ainda: como usar de uma profissão, que é uma profissão de ajuda, como forma de intimidação?
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