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Quinta-feira, Agosto 31, 2006
AINDA SOBRE PÁGINAS DA VIDA
Cobras e Lagartos está pegando fogo, mas só tenho tido tempo de assistir à novela das oito e olhe lá. Para uma blogueira que se compromete a falar de televisão e cinema, eu estou uma vergonha: sem tevê a cabo, sem tempo de assistir à televisão aberta e menos tempo ainda para ir ao cinema.
Manoel Carlos, aos poucos, vai introduzindo novos personagens a trama. Aquilo está virando uma salada mista. É muito assunto interessante, muitos atores bons e pouco tempo para aprofundar. Não sei, tomara que esteja enganada, mas parece que o autor errou a mão desta vez. A audiência, no entanto, tem sido boa. Isso não indica necessariamente qualidade. Lembremos de América, que tinha uma audiência imensa, mas cujo enredo não tinha nem pé nem cabeça.
A brilhante Renata Sorrah ( que saudades da Naza!) já está lá, assim como a doce Letícia Sabatella. Aliás, o marido mala da promotora vivida por Renata foi um dos amantes da Nazaré em Senhora do Destino, não foi?? O novato Rafael Almeida faz o filho sensível do casal, que se envolve com a jovem Gisele (Pérola Faria). A cena do encontro dos dois foi bem bonita, aliás, a despeito da pouca experiência dos atores. O rapaz tem um rosto anguloso e um olhar triste que contribui muito para a interpretação. Propositalmente ou não, ele me lembrou muito Adrien Brody, vencedor do Oscar de melhor ator em 2002 por "O pianista" (eu e minha mania de encontrar sósias...rs...). Tá bom, o rapaz é mais bonito que Brody, com certeza, e o nariz é menor, mas o olhar é o mesmo, reparem. E os dois tocam (ou fingem tocar) piano.
Já Grazielli Massafera, a bela miss e ex-bbb, aguarda o momento de sua entrada. Li no Uol televisão que sua entrada estava prevista para o capítulo 50. Este capítulo já chegou e nada de Thelma, personagem de Grazi, entrar. Há várias versões para o fato, desde boicotes do elenco a sua entrada, até Grazi ser uma carta na manga para alavancar a audiência, se necessário for. Outra versão dá conta que o público gostou muito de Christine Fernandes (Simone) com o personagem de Thiago Lacerda (Jorge), e Manoel Carlos teria deixado a ex-bbb em banho-maria. Thelma faria par com Jorge, em um outro triângulo amoroso envolvendo Sandra, sua pérfida irmã (personagem de Danielle Winitts). Vai saber qual dessas é a versão correta...
Postado por Leka às 11:17 PM
CANTEIROS
Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até amanhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.
(Cecília Meireles)
Postado por Leka às 11:01 PM
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
O DRAMA DE BIRA
Manoel Carlos já escreveu ótimos personagens alcóolatras, com a profundidade necessária para uma telenovela. Em "Por Amor" (1997), havia Orestes, do grandioso Paulo José. Em Mulheres Apaixonadas (2003), Vera Holtz deu verdade à sofrida professora Santana. Agora, Bira ganha vida por meio do ator Eduardo Lago em "Páginas da Vida".
O charmosão Eduardo Lago é recorrente em novelas do autor. Fez, entre outras, o marido boa-praça de Hilda (Maria Padilha) em Mulheres Apaixonadas. Em meio à colcha de retalhos que se transformou a novela das oito, torço para que o personagem cresça, especialmente na dobradinha com Marina, sua filha, interpretada pela ótima Marjorie Estiano.
Sou apaixonada pelos filmões clássicos e pelos atores da era dourada hollywodiana. Eduardo Lago sempre me lembrou o charme de William Holden, protagonista de obras-primas do cinema como o denso "Crepúsculo dos Deuses"(1950) . Ele também fez o filme em que nove entre dez meninas choravam no cinema: "O suplício de uma saudade"(1957). William Holden, também chamado de "Golden Holden" não era necessariamente bonito, mas tinha um charme que só ele.
Pois é, por uma triste coincidência, Holden, na vida real era alcóolatra. Por conta disso, teve um envelhecimento precoce, apesar da intensa produtividade artística. Morreu, bêbado, em 1981, ao bater com a cabeça na quina de uma mesa em sua própria casa. Fim deprimente para uma trajetória brilhante.
Postado por Leka às 10:43 PM
WAVE
(...) When I saw you first the time was halfpast three
When your eyes met mine it was eternity
By now we know the wave is on its way to be
Just catch that wave dont be afraid of loving me
The fundamental loneliness goes whenever two can dream a dream together (...)
Letra de Tom Jobim, na voz de Frank Sinatra. Simplesmente irresistível.
Postado por Leka às 10:36 PM
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
MOMENTO TRICÔ
Perdi o Emmy, prêmio máximo da televisão americana. Nunca assisti a Grey's Anatomy, 24 horas ou, pasmem, Lost, alguns dos concorrentes da noite. Fiquei sabendo que as Panteras originais (Farrah Fawcett, Jacilyn Smith e Kate Jackson ) estiveram no tapete vermelho. Meu lado fútil adora o tapete vermelho e eu queria muito ver a Kelly (Smith) novamente. Ela era minha preferida, pois não via graça na cabeluda Jill de Farrah Fawcett e achava a Sabrina (Jackson) feia. Criança acha feio mulher de cabelo curto. Eu, pelo menos, achava.
Concluindo: nada de Emmy, porque minha vida no domingo é tevê aberta. Ninguém merece o Domingo Legal e o Faustão, mas enquanto não houver televisão a cabo e uma programação cultural agitada em BotucatuR, este é o meu destino. Ou seja...rs...
O que salva o Faustão é a Dança no Gelo. Eu confesso que assisto para ver o Murilo "Dinho" Rosa. O que é aquele homem patinando?? Quero o Dinho patinando para mim!! Murilo deve ter crescido patinando no cerrado (ele é de Brasília). Desta vez, Suzana Vieira foi a eliminada, com uma nota baixíssima do público de casa. Auto-confiança e auto-estima nas alturas é uma coisa. Arrogância é outra. Sucesso desperta admiração e inveja. Arrogância desperta ódio. A mulher tá linda mesmo e deu um show, mas a empáfia dela mandou-a de volta para casa.
Outro programa de domingo é o APRENDIZ 3. Eu nunca sei bem o horário que começa e sempre perco o início. Prova internacional e fluência em inglês na pauta. A Record deve estar gagá pois divulgou o nome do eliminado nos intervalos comerciais do Domingo Espetacular. Fiquei louca da vida. Confesso que torcia pelo Luiz, o eliminado da vez, mas ele foi péeeeeeeessimo na sala de reuniões. Além de ser contraditório em suas colocações e mostrar inseguranças, jogou sua companheira Yanne na fogueira tentando livrar sua pele. Horrível. Aliás, Yanne e a mulherada da equipe é muito estressada. Deus me livre de ser executiva! Os olhares de ódio de uma para a outra em close devem contribuir para o aumento da audiência. Que medo.
Torcerei agora para o "guapo" Max ou pela doce Karine da equipe Alliance. Vamos combinar que o japonês Nakao é um fofoqueiro de marca.
Postado por Leka às 11:38 PM
AH, CHICO ...
Ontem a FOLHA DE SÃO PAULO fez uma homenagem a Chico Buarque, uma vez que ele inicia nova turnê pelo país.Durante alguns dias, a equipe colocou um display com a sua imagem em vários pontos de São Paulo para averiguar as reações. O Chico fake posou para fotos, acompanhou Marina Person ao Ritz e até recebeu propostas de casamento. Em redutos GLS, os gays o acharam meio caído e fora de moda e sugeriram um botox.
O que mais me chamou a atenção na reportagem, no entanto, foi o desconhecimento geral de quem é Chico Buarque entre adolescentes e entre modelos da agência Mega (muitas delas adolescentes também). "Quem é esse cara?" e "Já vi esse cara em algum lugar, mas não me lembro onde" foram frases freqüentes. Outra pérola: "Para um coroa, até que ele está ajeitado." Como assim???
Ninguém tem obrigação de gostar do Chico, nem de suspirar por ele como eu, mas ignorá-lo?? Não ter a mínima idéia de quem é Chico Buarque? Chico não é somente um grande compositor como faz parte da história política e cultural do país. Bom, depois que Gisele Bündchen deu uma declaração dizendo que não sabia que o Brasil tinha passado por uma ditadura militar, e Paris Hilton questionou quem era Tony Blair em plena Inglaterra, eu não duvido de mais nada. Quem é referência, afinal, para os adolescentes brasileiros?
Acho que estou ficando velha. E chata.
Postado por Leka às 1:44 PM
Domingo, Agosto 27, 2006
HOJE É DIA DO PSICÓLOGO
A Psicologia surgiu na minha vida como um susto. Na verdade, ainda pequena dizia que "queria ser escritora", mesmo antes de ser alfabetizada. Eu, com freqüência, pedia cadernos de presente para que pudesse desenhar e, através dos desenhos, contar histórias. Aprendi a ler através dos créditos de filmes e novelas.
Já adolescente, a escolha mais óbvia seria o jornalismo, e assim foi até o terceiro ano colegial. Por alguma razão, no momento de preencher a inscrição para o exame vestibular da FUVEST, troquei a carreira de jornalista pela de psicóloga. Era tímida demais e constatei que teria mais aptidão em ouvir do que em contar histórias. Fui aprovada e, a partir daquele momento, abandonei o sonho de ser Lois Lane.
Hoje, sou psicóloga. Vejo a prática da psicologia clínica como artesanato. Todos os dias uma colcha de retalhos é costurada buscando um todo com sentido. Tenta-se descobrir, através de palavras soltas, a forma que a história se estrutura, como em um livro de mistério. Nenhum mistério é igual ao outro. Diariamente, sinto-me um pouco Hercule Poirot, o detetive inquieto de Agatha Christie. Freud escreveu livros com títulos que mais lembram livros de suspense. O CASO DORA e O HOMEM DOS RATOS são alguns deles.
De qualquer forma, a psicóloga aqui montou um blog nada psi. Este espaço tem sido uma ferramenta interessante para dar vazão ao meu lado "contadora de histórias". É através dele que homenageio todos os jornalistas, profissão pela qual tenho profunda admiração. E é através deste blog que presto, hoje, uma homenagem especial aos meus colegas de ofício. Parabéns aos psicólogos pelo dia 27 de Agosto e pela batalha diária.
E FALANDO NISSO...
"Tio" Freud deixou um legado que muita gente nem se dá conta. Por exemplo: na série de debates com os candidatos à presidência da república feita pelo Jornal Nacional, o presidente Lula deixou escapar pérolas preciosíssimas, entre elas: "Vamos combater a Ética ". Conscientemente, não era isso que ele gostaria de ter dito, mas este "ato falho" fez vazar algo do seu inconsciente. Ato falho é um conceito criado por Freud. Assim como a descoberta do inconsciente.
Outros exemplos de frases que diariamente usamos (de forma errada ou nem tanto), termos do pai da Psicanálise:
"Antes, ele reprimia muito seus sentimentos. Agora está mais solto. "
" Nunca mais ela se relacionou com ninguém. Acho que foi algum trauma. "
"Ana precisa de um tempo para elaborar o que aconteceu. "
Alguém aí já se viu utilizando esses termos? É bom lembrar que nem todos os psicólogos trabalham com a psicanálise, mas é inegável a contribuição de Sigmund Freud para a compreensão da mente humana.
Postado por Leka às 12:21 PM
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
SILVIO SANTOS VEM AÍ....
O SBT completou 25 anos neste mês. A notícia não me despertou nada a princípio, mas depois fiquei tentada a escrever alguma coisa, ainda que tardiamente. Hoje, Silvio Santos me tira do sério com suas mudanças repentinas e contínuas da grade, mas houve uma época em que eu era telespectadora assídua.
Na minha cidade, o SBT (ou TVS, na época) pegava mal e porcamente em meados dos anos 80. Eu era uma criança apaixonada pelo Menudo e implorava para o meu primo fazer umas "gambiarras" na antena para que eu pudesse assistir ao VIVA A NOITE no sábado. Na época, eu acreditava que o Gugu era um bom rapaz, especialmente por fazer entrevistas "exclusivas" com os menudos, diretamente de Porto Rico. A imagem era tosca, toda chuviscada, mas eu quase chorava ao ver Roy, Ray, Robby e cia gritar "Viva a noche" para chamar o intervalo comercial.
Tinha um quadro especial que passava no final do programa que era o Sonho Maluco. Pessoas escreviam pedindo sonhos bizarros com uma celebridade, como por exemplo, passar calda de chocolate na Rita Cadillac. Eu, toda meiga e nada maluca na época, escrevi uma cartinha (sim, eu fiz isso!) pedindo para ir ao Playcenter com o Ray do Menudo. Aliás, eu participei de todas as promoções possíveis sobre o quinteto porto-riquenho, inclusive uma prova de conhecimentos gerais sobre eles (!!!). Não ganhei nenhuma delas, mas aprendi a falar portunhol de tanto escutá-los. Até hoje sei as músicas e as datas de nascimento de todos eles (por que será que a memória não descarta informações inúteis como essa??). Pensando bem, o Gugu sempre foi esperto. Está ele aí com o fenômeno RDB. Eu, que falo tanto mal da histeria com a bandinha adolescente, renego o meu passado negro.
Dos programas infantis, eu não gostava muito. Aliás, tinha horror do Bozo. Era uma criança chata porque não conseguia achar graça em palhaços. E o Bozo era insuportável. Quando ele falava "aaaah, que peninha", eu queria vomitar. Minha memória inútil, no entanto, registrou seu telefone: 2360873. Aliás, acho que era o mesmo número do Gugu. Quem será que tem esse número hoje???
Na verdade, o melhor programa infantil do SBT era o Domingo no Parque, apresentado por ninguém menos que ele, o Silvio Santos. O programa começava com aquela musiquinha: "Agora é hora, de alegria, vamos sorrir e cantar... Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar. La la la la... Silvio Santos vem aí...."
Aí ele entrava triunfante e dizia "OOOOOOOOOOi, garotada, garotada de todo o Brasil!!" E dáva-se início a uma série de brincadeiras, sempre comandadas pelo homem do cabelo acaju. Tinha a prova do foguete em que uma criança ficava trancada em um foguete com um fone de ouvido e tinha que responder às perguntas do Silvio, sem ouvi-las. Após várias perguntas, vinha a fatídica: "Você quer trocar uma bicicleta, cinco brinquedos Estrela e um tênis Montreal por um abridor de latas????" Aí, para o meu desespero, a criança do foguete berrava: SIIIIIIIIIIIIIM. E Silvio Santos, sádico como sempre, se divertia.
Era sempre a mesma coisa, mas eu adorava. Tinha uma prova em que as meninas dançavam e a que dançava melhor ficava para a final para ganhar prêmios. Era basicamente o mesmo diálogo do Silvio com a vencedora:
-Mas me fala, como é o seu nome??
-Patrícia.
-Patrícia, que nome bonito ! Patrícia é o nome da minha filha número... (pausa) 1,2,3,4... Patrícia é o nome da minha filha número 4. E quantos anos você tem, Patrícia??
-Oito.
-Só oito?? Eu sou mais velho que você, eu tenho doze. Parabéns, Patrícia, você ganhou uma bicicleta Monark, viu?? Tragam a bicicleta, tragam a bicicleta... E por que você deve usar o tênis Montreal??
-Porque protege os pés contra os "micóbrios".
-Muito bem!! Você também ganhou o tênis Montreal!!!
Saudades do SBT daquela época. Aliás, saudades de mim.
Postado por Leka às 10:08 PM
Quarta-feira, Agosto 23, 2006
SOBRE ONTEM À NOITE...
- Há controvérsias sobre a saída de Antônio Calloni de Páginas da Vida. Em entrevista à VEJA, ele alegou depressão e estafa, mas esquivou-se de comentar possíveis desavenças com o autor e com a forma que a novela vem sendo gravada (às pressas). Ontem seu personagem foi limado da novela. Vapt-vupt. Uma pancada no carro passou para a cena da viúva chorando em frente ao túmulo. Sem mais delongas. Achei forçado demais.
- A estafa teria também atingido outros membros do elenco, como Ana Paula Arósio, que chegou a desmaiar no set. Não é a primeira vez que Ana desmaia. Nas gravações de Hilda Furacão (1998) e Esperança (2002), ela também desmaiou. Em Esperança, inclusive, ela chegou a ficar afastada do set por um tempo.
- A sexta prova de "O APRENDIZ 3" foi um quiz-show com direito à auditório e Justus dando uma de Silvio Santos. Adoro quiz e as perguntas foram bem boladas. Um show à parte foi a demissão de Peter Collins que quis sair por cima dizendo que "Demitia o Justus de sua vida", antecipando escutar o jargão do próprio, pois vinha tendo um desempenho sofrível. Justus ficou "p da vida" e acabou com o cara, que foi afundando na cadeira da sala de reuniões, murmurando feito um garotinho. Seu choro no táxi de volta para casa só não foi mais dramático do que o do competitivo Evandro, do APRENDIZ 2.
- O programa de Luciana Gimenez ontem foi medonho. Sempre é, mas eu consigo assistir a alguns trechos, Luciana é simpática e tem empatia com o público, apesar de mostrar-se sempre desinformada e fútil. Ontem, não deu. A "convidada" da vez foi uma atriz pornô com mais de 200 filmes no currículo, que havia tentado ser loira do tchan e que praticava feitiçaria. Trash além do meu limite.
- E falando em trash, hoje tem Ovelha no REI MAJESTADE. "Ou, ou, iê, iêeeeee, sem você não viverei..." Aff...
Postado por Leka às 3:10 PM
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
BENEFÍCIOS DA PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA:
- Após uma semana, terminei um livro inacabado;
- Trabalhei mais;
- Telefonei para amigos com quem há tempos não conversava;
- Escrevi, escrevi, escrevi;
- Descobri que ouvir discursos políticos demais faz mal à saúde. Televisão demais também, apesar de eu adorar.
Postado por Leka às 10:23 PM
Domingo, Agosto 20, 2006
ROBERTÃO TOP 5
Neste último final de semana precisei dar uma aula sobre a juventude ao longo do século XX para um grupo de adolescentes. Uma delícia de aula, aliás, desde o preparo até a apresentação. Tive de ver e rever filmes antigos, alguns clássicos, outros nem tanto, além de mergulhar em textos e fotos da época da tevê à lenha.
Nessa bagunça nostálgica, redescobri ninguém menos que ROBERTO CARLOS. Tive coragem de assistir a algumas cenas de "Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa" de 1970, ano do tri-campeonato, auge da ditadura militar. É impressionante. O cara era outro. Charmoso, carismático, vigoroso. É óbvio que após mais de trinta anos ele envelheceu, mas Erasmo também ganhou anos, cabelos brancos, mas parece continuar o mesmo, ainda é jovem, não sei. Sinto que Roberto envelheceu e encaretou, ficou "démodé", pouco ousado, repetitivo. Sei dos problemas que ele passou, desde o TOC até os lutos dolorosos, mas é de sentir e muito. Ele tinha algo, era um Frejat com mais estilo até. Ficou opaco.
Descobri porque ele é chamado "rei". De certa forma eu já sabia, uma vez que muitas das músicas de Roberto Carlos fazem parte da trilha sonora da minha vida. Resolvi fazer a cotação e deu mais de dez (!!!).Tá bom, podem me chamar de brega e tal, mas aposto que ao menos uma música dele faz parte da trilha sonora de todo mundo. Nem que seja "Detalhes", a imbatível. Eis minhas top 5:
1)"Eu quero apenas" - esta é o meu hino para os momentos difíceis, especialmente pós términos dolorosos de relacionamentos. Nada como cair na noite e lembrar do refrão: "Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar".
2)"Cama e mesa" - é o cúmulo do brega e da paixão simbiótica. Simplesmente amo. Nos meus momentos "amor de novela mexicana", faz total sentido a frase: "Eu quero ser a coisa boa, liberada ou proibida, tudo em sua vida".
3)"Amigo" - Pa para pa para pa para pa para pa pa pá. Sem comentários. Dedico a todos os meus amigos de fé, irmãos camaradas.
4)"O portão" - Tive vários momentos de mudanças de lar. A última vez que retornei a minha terrinha, senti uma paz imensa. Cantei alto, dentro do carro: "Eu voltei, e agora é pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar. Eu voltei, pras coisas que eu deixei, eu voltei."
5)"Você não serve para mim" - Para os "momentos - revolta". Para aquele ou aquela que te fez sofrer: "Não quero mais seu amor. Não pense que eu sou ruim. Vou procurar outro alguém, VO CEEEEEEEEEEEEEEÊ não serve pra mim!!"
E para vocês?? Quais são as top-five, ou pelo menos, "the only one"???
Postado por Leka às 10:52 PM
Sexta-feira, Agosto 18, 2006
PEDRO E BINO I
"Eu conheço cada palmo desse chão..." Essa música, tema de abertura de "Carga Pesada" é linda na voz macia de Renato Teixeira. Na primeira temporada da série, após vinte e poucos anos, a Globo tentou modernizar colocando Chitãozinho e Chororó e seus vibratos cantando o tema. Não funcionou e Renato Teixeira is back.
Aliás, Renato Teixeira praticamente MORA na minha terra, Botucatu. Acho que ele tem amigos por aqui, gosta da Cuesta. Hoje mesmo ele vai cantar em um festival regional e eu, pela enésima vez, irei vê-lo. Ele está com uma barba branca, cada vez mais parecido com "O Véio do Rio", mas a voz continua de galã de cinema. E eu sempre me emociono quando ele canta "Tocando em frente." Quem não se identifica com o trecho: "Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais..."?
PEDRO E BINO II
Antônio Fagundes me enganou. Por toda a minha vida, acreditei que ele fosse um homem refinado, desses que conhecem vinhos e discorrem sobre qualquer assunto (vide Ivan Meirelles em Vale Tudo, Atílio em Por Amor e Otávio Jordão em A Viagem).
Acho, hoje, que ele, na verdade, tem mais do Pedro, o motorista de caminhão "boa praça" do que qualquer um dos outros personagens. Fagundes parece se sentir muito mais à vontade gordo, desleixado, de bermudão e chinelo do que como galã de camisas bem cortadas. Ele mesmo confessou que Pedro é um dos seus personagens preferidos (assim como Bruno Mezenga, de O rei do gado) e que o Atílio, personagem criado por Manoel Carlos, ele odiou fazer. Ele me enganou mesmo...
PEDRO E BINO III
Não sou Pedro e Bino, mas também vivo na estrada desse meu interiorrrrrrrzão. Domingos à noite são terríveis por conta dos caminhões que lentificam o tráfego. No entanto, me divirto à beça com as frases que leio enquanto espero... Eis uma coletânea (algumas já célebres; outras que li ao longo da vida):
No baralho da minha vida, eu só tenho uma dama.
Quem tudo quer... tudo pede!
Deus iscrévi sértu... mas eu não!
Quem cedo madruga, não pega ônibus lotado!
Macaco que muito pula ... tem problema psicológico, pensa que é um canguru.
Devo, não pago. Nego enquanto puder.
Quem ri por último... ou é surdo ou retardado!
Os últimos serão desclassificados.
Quem dá aos pobres... paga o motel!
O sonho não acabou. E ainda temos pão doce, maria-mole e queijadinha.
Mais vale um pássaro na mão do que bois voando.
É dando que se ganha má fama.
Se a Montanha vai a Maomé, a Montanha tem rodinhas!
Lacta? Não, Michael Jackson só come Garoto!
Não brinque com fogo - ele é chato e não sabe brincar!
Amor é um buraco no coração.
A vida é cruel desde cedo - por isso inventaram o despertador!
Antes à tarde, do que nunca.
FIAT: Família de Italianos Atrapalhando o Trânsito
Postado por Leka às 12:28 PM
Terça-feira, Agosto 15, 2006
NOMES...
Todo mundo tem uma razão para ter o nome que tem. Promessas, homenagem a avós, jogador de futebol, artista de novela, mocinha de romance. Existem também aqueles pais que para imortalizar o amor, fundem seus nomes e criam um nome inédito (e geralmente esdrúxulo) para seu filho. Dessas fusões surgem as Marinelsi, Suzimar e Lucijane.
Há os nomes da moda. Nos anos 50 e 60, por exemplo, chique era ter nome duplo. É a geração das Maria de Lourdes, Izabel Cristina, José Luís. Os rebentos que nasceram nos anos 70 (eu!) compõem a geração das Patrícias, Lucianas, Eduardos e Marcelos. Os anos 80 geraram as Camilas, Diogos, Brunos e Alines. Mais recentemente, tem havido uma overdose de Pedros e Sofias.
E as novelas? Como trabalhadora apaixonada do SUS, já encarei hordas de Jumas, Daras, Jades, Giulianas e Matheos. Nos anos 80, nasceram várias Suelens e Pamelas graças ao seriado Dallas. Muitas tinham o nome das duas: Suelen Pamela.
Para os bebês cujas mães ou famílias passaram por muitas dificuldades, ou a criança tem saúde frágil, o nome é um só: Vitória.
Quanto mais simples uma família, mais rebuscado e difícil será o nome: Wesley, Washington, Jefferson e Wellington; Camilly, Nathally e Jéssica. Já me deparei com nomes difíceis de decifrar como Madeinusa (made in USA, tirado de um frasco de perfume importado) e Waldisnei (uma homenagem ao Walt Disney).
Já os famosos costumam escolher os nomes mais simples: Zeca (Caetano Veloso), Joaquim (Angélica), Antônia (Glória Pires), Benedita (Regina Casé) e João (Fábio Assunção) são alguns exemplos. Há outra categoria de famosos que, para realmente mostrar que são de outro planeta dão nomes no mínimo estranhos para seus filhos: Shiloh Novel (Angelina Jolie) e Suri (Kate Holmes). Eu também ainda não entendi porque Marisa Monte deu o nome de Mano Vladimir para o seu pimpolho.
Enfim, um nome não é simplesmente um nome, pois implica os desejos dos pais. Desejo de uma vida melhor para o filho, desejo que a menina seja linda como a artista da novela, desejo de cura. Minha mãe me batizou Letícia pois significa ALEGRIA em latim. O Let's é da época da faculdade e o Leka é meu nome virtual. Espero que traga bons fluidos...
Postado por Leka às 10:20 PM
Segunda-feira, Agosto 14, 2006
ALGUÉM LEMBRA??
Há pouco mais de 12 anos, mais precisamente em Janeiro de 1994, um escândalo chamou a atenção para as Olimpíadas de Inverno em Lilehamer.Nesse dia, pouco antes do Campeonato Norte-Americano de patinação artística, que definiria os representantes dos Estados Unidos para a Olimpíada, uma pessoa atingiu o joelho da patinadora Nancy Kerrigan com uma barra de ferro.
Sem a sua presença, a principal adversária, Tonya Harding venceu o campeonato e se classificou para os Jogos. Uma semana depois, três homens foram presos e descobriu-se que o mandante tinha sido Jeff Gillooly, ex-marido de Tonya. Ele acabou confessando a sua culpa e acusou a ex-mulher de ter dado autorização para o ataque.
Tonya, no entanto, negou a história. No dia 25 de fevereiro, recuperada, Nancy Kerrigan participou dos Jogos e conquistou a medalha de prata, enquanto Tonya Harding conseguiu somente o oitavo lugar. O ouro ficou com a campeã mundial de 1993, a ucraniana Oksana Baiul.
Eu, que até aquele momento só havia visto patinação no gelo no "Holiday on ice", parei para assistir a mocinha da história, Nancy, ir à desforra contra a loira má, Tonya. O ouro no final não ficou com nenhuma das duas, mas Nancy Kerrigan chegou até a estrelar um filme da Disney com seu rostinho de Branca de Neve. A mídia fez a festa com essa história criminosa, mas digna de novelão mexicano.
E FALANDO NISSO...
Teve início, no último domingo, a "Dança no Gelo" no Domingão do Faustão. Adorava a "Dança dos Famosos", também um modelo importado, e resolvi conferir. Senti um clima tenso de estréia, com Faustão estressado, falando mais do que de costume (se isso é possível) e dando broncas em Deus e todo mundo. Tensa também fiquei eu, com medo que um dos participantes caísse. Giovane Gávio, do alto de seus 1,95, despencou no chão, mas manteve a elegância e o bom humor.
Não gosto de Deborah Secco, sempre me irritei com sua voz ofegante de tele-sexo nas novelas, mas estava uma graça patinando. Aliás, adorei seu modelito de patinação no gelo. Suzana Vieira, ao contrário, como era de se esperar, deu um show de arrogância ao reclamar das críticas de um dos jurados técnicos. Ela está linda, mas cada vez mais se assemelha a sua personagem em "Por Amor": Branca Letícia de Barros Motta. IN-SU-POR-TÁ-VEL.
Postado por Leka às 11:08 PM
Domingo, Agosto 13, 2006
DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO
Pai Herói (1979) foi uma novela de Janete Clair que sucedeu o mega sucesso "Dancing Days" no horário nobre da Rede Globo. Do elenco estelar (Paulo Autran, Glória Menezes, Tony Ramos, Elizabete Savalla, Carlos Zara, entre outros), ao roteiro e à belíssima trilha sonora, tudo foi muito caprichado. A abertura, em que é montado um quebra-cabeças de um pai de mãos dadas com seu filho pequeno, marcou época. O mesmo quebra-cabeças, aliás, foi produzido em série e bastante vendido no dia dos pais daquele ano.
Tony Ramos interpretou o sensível André Cajarana. Ele sai de Paço Alegre, Minas Gerais, e parte para o Rio de Janeiro em busca da mãe que o abandonara, Gilda, e de justiça para a memória de seu pai, Malta Cajarana, tido como um bandido cruel e sanguinário. Na luta, seu maior opositor será o italiano Bruno Baldaracci, chefe de negócios escusos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e o grande beneficiado com a morte de Malta, tendo herdado o comando dos negócios e se casado com a viúva. André se envolve amorosamente com duas mulheres bem distintas, porém ambas fortes e determinadas: a bailarina Carina Brandão, que vive numa família dominada por sua avó, a matriarca Januária; e Ana Preta, lutadora, despachada, amor da vida de Baldaracci, pai de sua filha Jenny. Carina luta contra o marido inescrupuloso, César, e este é mais um obstáculo à plena felicidade com André.
Paulo Autran fez sua estréia em novelas interpretando o bandido carismático Baldaracci, Glória Menezes, muito linda, fez Ana Preta e Elizabete Savalla interpretou a mocinha Carina. A morte de César Brandão (Carlos Zara) foi uma das mais marcantes da teledramaturgia brasileira.
Como se não bastasse, Fábio Júnior cantava a música de abertura: Pai.
Um clássico das telenovelas, reprisado em edição compacta na comemoração de um dos aniversários da Rede Globo.
Postado por Leka às 1:08 PM
Sábado, Agosto 12, 2006
PROTAGONISTA DE ANOS INCRÍVEIS VOLTA EM NOVA SÉRIE
Segundo o site Estrelando, Fred Savage, o eterno Kevin Arnold de ANOS INCRÍVEIS será a estrela de uma nova série no canal pago Sony. Fred Savage será Mitch Crumb, um ator que anos depois, após tentar uma carreira frustrada em Hollywood, volta para a casa dos pais em uma cidade do interior. A série, chamada Crumbs mostrará o cotidiano desta família, que se mostra cheia de problemas.
Como ator mirim, Fred Savage era genial, além de ser um fofo. Anos Incríveis é uma das melhores séries já exibida na televisão, na minha opinião, e a melhor ao tratar o universo adolescente. É emocionante uma vez que Fred Savage, assim como todo o elenco adolescente da série cresce e se torna adulto juntamente com os personagens. Anos Incríveis, se não me engano, ficou seis anos no ar. Kevin Arnold, o personagem de Fred, vivia no subúrbio de uma pequena cidade dos EUA no final dos anos 60, mas poderia ser eu, você, qualquer um.
Aliás, acho que adolescência é um estado de espírito. Muitas vezes eu me sinto mais Kevin Arnold do que Carrie Bradshaw, a moderninha trintona de "Sex and the City".
Há um episódio de Anos Incríveis, em especial, que é emblemático em minha vida. Kevin angustia-se diante do telefone, no dilema de ligar ou não para a menina por quem está apaixonado. Ele finalmente telefona e a menina atende e diz: "Oi Kevin". Kevin do outro lado, ao primeiro momento fica feliz, mas já imagina que tem uma amiga do lado da garota. Em seguida imagina que há outra, e outra. Imagina que elas estão rindo. Aí, ele as imagina cercadas de todos os colegas da escola, rindo dele. A imaginação vai longe e ele vê seu telefonema sendo transmitido em rede nacional, por um repórter. Apavorado, ele desliga o telefone, ofegante. Corte para a menina, em seu quarto, sozinha, sem entender nada.
Pois é, Kevin sou eu. Confesso que muitas vezes ajo como ele em relação à telefonemas importantes (leia-se: amores e afins). Eu sempre imagino que estou em rede nacional, mas nem sempre desligo. Ainda bem.
Postado por Leka às 2:13 PM
Sexta-feira, Agosto 11, 2006
CHORORÔ...
Drama sempre foi meu gênero de filmes preferido. Podem me chamar de masoquista, mas adoro chorar no cinema, sair pensando sobre o filme, conversar sobre ele. No entanto, hoje, tem de ser um drama bom, mas bom mesmo, para me convencer. Caso contrário, o filme corre o risco de me fazer rir.
Ao longo de décadas, Hollywood fez alguns filmes que marcaram época e cujos clichês principais eram: uma doença fatal e uma música lacrimosa e grudenta. Fez algum sentido por um tempo, agora não me convence mais. Eis minha lista dos top 5:
1) LOVE STORY (1970) - Ryan O´Neal já era famoso nesta época, mas Ally McGraw foi alçada à condição de estrela com sua Jennifer. Ela era a mocinha símbolo dos anos 70, toda cheia de vida, mas que enfrenta uma doença grave.Tornou célebre a frase: "Amar é nunca ter de pedir perdão". O filme tinha uma trilha sonora tristíssima, cuja música principal ganhou até uma letra em português.
2) SUNSHINE (1973) - Filme repetido inúmeras vezes na sessão da tarde. Uma jovem mãe com câncer grava fitas ensinando coisas à filha. A música com o mesmo nome chegou a fazer ainda mais sucesso do que o filme, ficando imortalizada na voz de John Denver: "Sun shines on my shoulders makes me happy..."
3) LAÇOS DE TERNURA (1983) - Filme estrelado por Shirley Mclaine e Jack Nicholson, ganhou inúmeros prêmios, inclusive o OSCAR de melhor filme. Dramalhão familiar que enfoca a relação problemática entre mãe e filha. Ao longo do filme, a moça descobre que tem câncer.
4) TUDO POR AMOR (1991) - Julia Roberts, no auge após " Uma linda mulher" estrela este filme em que interpreta uma enfermeira. Ela acaba por se apaixonar por um paciente em estado terminal de câncer. A música de Kenny G. tocou tanto, mas tanto, que até hoje me dá náuseas.
5) MINHA VIDA (1993) - Ao mesmo tempo que descobre que será pai, um homem (Michael Keaton) descobre que tem uma doença terminal. Ele grava, então, fitas de vídeo para ensinar algumas coisas da vida ao filho que vai nascer.
Ué, não é esta a história de SUNSHINE???
Postado por Leka às 3:07 PM
Quarta-feira, Agosto 09, 2006
REMINISCÊNCIAS...
Toda criança pequena tem paixão por uma história específica. Antigamente, elas pediam para os pais contarem a mesma história zilhões de vezes, mesmo elas sabendo frase a frase. Hoje, elas têm o DVD. E também assistem ao mesmo DVD zilhões de vezes, até se apaixonarem por outra história. A psicanálise explica isso, mas este não é o assunto deste post.
Meu irmão caçula gostava do Superman. Gostava não, era fissurado. Aos sete anos, além de assistir aos filmes do Christopher Reeve uma, duas, três, n vezes ao dia, ele tinha uma fantasia tosca do Superman que ele não tirava nem para sair de casa.
O S de plástico da fantasia caiu, mas meu irmão continuava firme e forte com ela. Eu passava todo o dia fora (escola, inglês, essas coisas), mas minha mãe era torturada o dia todo com os acordes de John Williams e o Christopher Reeve voando.
Pois bem, ontem assisti ao "Superman returns" (2006). Fui meio resistente, uma vez que para mim, o único Superman era o Christopher Reeve (ou o meu irmão...rs) e tinha até feito pouco caso desta nova versão em um post anterior. No entanto, esse filme é caprichado para os saudosistas, fãs de Reeve e dos quadrinhos. Senti que estava voltando no tempo ao assistir a abertura com os créditos quase idênticos aos originais. Brandon Routh defende muito bem o personagem, lembra muito Reeve, no porte e na interpretação. É lindo de doer. Kevin Spacey faz um Lex Luthor tão bom quanto Gene Hackman e Kate Bosworth me agradou mais que Margot Kider como Lois Lane, apesar de ser muuuuito novinha para o papel (23 anos).
Algo também não mudou em mim desde minha pré-adolescência: eu ainda prefiro o Clark Kent ao Superman. Lois Lane é uma boba que não enxerga aquele "homão" do lado dela.
Aliás, qual dos dois vocês preferem? Reeve ou Routh?

Postado por Leka às 10:20 AM
Terça-feira, Agosto 08, 2006
Revi, há alguns dias, o filme "Tomates Verdes Fritos" (1991), com Mary Stuart Masterson, um filme que fala da amizade/amor entre duas mulheres no início do século XX, e os efeitos que essa história tem na vida de uma dona de casa complexada dos anos 90. Confesso que gostei mais quando assisti à época em que o filme foi lançado no Brasil, em 1992. O roteiro, embora com clichês que foram repetidos várias vezes em outros filmes depois, continua sendo bom. Na mesma época foi lançado "Thelma e Louise" (1992), com Geena Davis e Susan Sarandon, outro filme que fala da amizade entre duas mulheres e da sua revolta contra o cotidiano medíocre e os companheiros ainda mais. Elas acabam por se transformar em duas contraventoras, mas mulheres do mundo todo vibraram e se identificaram com as personagens.
No primeiro filme, a amizade não dá lugar ao amor carnal entre as duas mulheres, mas fica, de certa forma,claro, que elas podem viver muito bem sem os homens. No segundo, os homens (inclusive o personagem de Brad Pitt, que debutava no cinema) quando aparecem só atrapalham o objetivo das heroínas.
Outro filme da mesma época foi o suspense "Mulher-solteira: procura" (1993), com Bridget Fonda. A temática gira também em torno da amizade entre duas mulheres, só que uma delas é mentalmente perturbada e faz da vida da outra um inferno. É um thrailler bem americano, mas lembra um pouco aqueles filmes que exaustivamente são mostrados no Super Cine da Rede Globo.
Os anos 80 e o início dos anos 90 foram marcados por uma difusão de idéias feministas, algumas até bastante radicais. Os filmes sobre mulheres desta época parecem até um pouco exagerados hoje, mas marcam características de uma era. Vale a pena (re) ver.
Postado por Leka às 11:27 AM
E SOBRE PÁGINAS DE VIDA...
Perguntas que não querem calar:
- Por que a Olívia (Ana Paula Arósio) segura a barriga o tempo todo? Aliás, por que mulheres grávidas em novelas vivem segurando a barriga??
- Por que as heroínas de Manoel Carlos nunca trabalham ou estudam? São sempre ricas, mimadas, cheia de dengos e rodeada de pessoas para satisfazerem suas vontades.
- E, finalmente: por que todas engravidam e abortam (ou perdem o bebê)? Joyce (Carla Marins) em História de Amor, Maria Eduarda (Gabriela Duarte) em Por Amor, Camila (Carolina Dieckmann) em Laços de Família e agora Olívia. Todas chatas.
- Será que sou uma neo-feminista ou essas heroínas são frágeis demais??
Postado por Leka às 11:01 AM
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Agressor de mulher terá pena 3 vezes maior
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a Lei de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, que, entre outros pontos, triplica o tempo de detenção dos agressores. Antes, o tempo máximo de reclusão era de um ano, saltando agora para três anos.
A lei, chamada de Maria da Penha - uma homenagem a um caso simbólico de violência doméstica - altera também o código penal e possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. "Essa lei representa a vitória da esperança", comemorou a homenageada. Em 1983, por duas vezes, o marido de Maria da Penha tentou assassiná-la: primeiro com uma arma de fogo e, depois, por eletrocusão e afogamento.
O presidente Lula pode se beneficiar desta nova lei junto ao eleitorado. Vale a ressalva de que, atualmente, a maioria dos eleitores é feminina.
Segundo dados da Fundação Perseu Abramo, estima-se que a ocorrência de violência doméstica e familiar é de mais de dois milhões de casos por ano.
O presidente Lula fez questão de afirmar, durante a cerimônia, que as mulheres são historicamente vitimas de violência. "O Brasil entra partir de hoje no rol dos países sérios no que diz respeito ao direito da mulher", disse.
Fonte: site Terra
Fico feliz com a notícia, achando que três anos de detenção ainda é pouco, dependendo do caso e da sanidade mental do agressor. Muitas vezes a relação entre vítima é agressor é patológica; sabe-se que em algumas situações a própria vítima pede para ficar junto de quem a agrediu, acreditando isso ser "amor verdadeiro". Nesses casos, os dois precisam de tratamento e a simples detenção não adianta de nada. No entanto, cada história é uma história.
Quanto às intenções de Lula... bem, já faz tempo que deixei de acreditar nele.
Postado por Leka às 4:29 PM
UMA VEZ AO MÊS...
Que história é essa do PCC infernizar São Paulo uma vez ao mês?? Que me perdoem a comparação tosca, mas dá para fazer tabelinha com essa periodicidade.
Os primeiros ataques foram entre os dias 12 e 19 de Maio; os outros entre 11 e 14 de Julho, agora 7 de Agosto. Qual é a lógica desse terrorismo? Alguém entende?
Postado por Leka às 3:53 PM
Domingo, Agosto 06, 2006
E...
- Róbson Caetano vence a Dança dos Famosos do Domingão em uma disputa inacreditavelmente disputada. Esperava mais dele no tango, mas ele é disparado melhor que Stepan Nercessian. Stepan é engraçadíssimo, mas não dança. Sua partner Michele, essa sim, deu show, além de ser lindíssima. Faustão sempre fez questão de enfatizar os milhões de papéis de padre e porteiro que Stepan fez. Esqueceu do motorista. Sempre me lembro de Stepan vestindo azul, em uniforme de chofer. Figuraça.
- Será que sou invejosa ou a tal da Raica não tem graça nenhuma? O que ela estava fazendo no júri da final?
- Roberto "Sustus" (parafraseando José Simão) estreou seu "Aprendiz 3" demitindo, mais uma vez, uma mulher. Por que será que a equipe das mulheres sempre começa tão mal?? Ainda gosto do programa, mas o formato está começando a me cansar...
- Acho que estou mal-humorada...rs...
Postado por Leka às 11:18 PM
Sábado, Agosto 05, 2006
EM SETEMBRO...
Estréia na NBC, nos EUA, a nova série de Matthew Perry, o Chandler de Friends. Chandler era o meu "friend" favorito e mal posso esperar para vê-lo em uma nova série. O primeiro capítulo, segundo informa a globo. com, já vazou na internet e está disponível no Youtube. O nome da série é "Studio 60 on the Sunset Strip" e Perry seria o protagonista.
Após o fiasco de "Joey", com Matt Le Blanc e o cancelamento de "The Comeback", com Lisa Kudrow, a Phoebe, é grande a expectativa pela estréia da série de Matthew.
Como eu faço parte (por enquanto) das "sem cabo" (ou seja, só assisto tevê aberta e dvds das séries), espero poder ver o Chandler de novo antes que a série seja cancelada. Ele me parece um cara bacana, além de ter sofrido horrores com depressão e dependência química. A série gira em torno dos bastidores de um programa estilo "Saturday night live". O personagem de Perry, um dos protagonistas, faz parte da equipe do programa e é um dependente de analgésicos, como o próprio foi. Segundo o autor, sendo uma experiência real, o ator poderia dar ainda mais credibilidade ao problema. Matthew faz um neurótico como ninguém mais; espero que vingue.
Mais informações no blog: Momento tv - eu sou o que eu assisto
www.momentotv.blogspot.com
Postado por Leka às 5:14 PM
E NESTE FINAL DE SEMANA TEM:
- Mais rios de lágrimas em "Páginas da Vida" (Globo) neste sábado, com a notícia da morte de Nanda (Fernanda Vasconcellos) à família e a sua grande amiga, Olívia (Ana Paula Arósio). Marcos Caruso vai me fazer chorar de novo.
- A final da "Dança dos Famosos" no Domingão do Faustão. Vamos torcer para o nosso Fred Astaire negro: Robson Caetano!
- Você está demitido!! Em pleno domingo, estréia "O APRENDIZ" na rede Record, com Roberto Justus, ainda mais sádico. Ele prometeu judiar ainda mais dos candidatos. Viviane Ventura, a vencedora do Aprendiz 1 estará entre os conselheiros. Meu reality-show favorito.
- Lázaro Ramos, o Foguinho de "Cobras e Lagartos" estará no Fantástico, dando uma entrevista e falando sobre o seu personagem anti-herói. Não gosto muito das entrevistas do Fantástico, mas adoro Lázaro Ramos!
- Sílvio Santos estréia no SBT "Topa ou não topa", versão do reality-show "Deal or no deal", cujo prêmio é um milhão de reais. O programa baterá de frente com o programa de Justus, às 20:30 hs.
- Às 22:00hs, Gerald Thomas estará com Contardo Calligaris no Café Filosófico da Cultura, falando sobre como aprendemos a amar com o teatro.
Para quem for passar um tempo dentro de casa no final de semana, tem programas para todos os gostos. O clima em São Paulo está esquentando; quem puder, é melhor sair de casa, curtir os amigos,a family e os amores.
Postado por Leka às 11:24 AM
Sexta-feira, Agosto 04, 2006
NOVO VISU!!
Pessoal, graças a minha amiga internáutica Lana, o blog está com uma nova carinha, mais clean. Ainda estamos dando os últimos ajustes, mas espero que gostem!
Beijos a todos
Postado por Leka às 7:55 PM
DIVULGANDO...
Recebi de uma amiga e repasso:
ACONTECE EM SÃO PAULO GRANDE PASSEATA PELA PAZ NO LÍBANO E PALESTINA
No próximo domingo, 6/8, milhares de pessoas devem ocupar a Praça Oswaldo Cruz a partir das 10 horas e protestar contra o massacre promovido pelo Governo de Israel.
No aniversário de um dos maiores genocídios da história, a explosão da bomba atômica em Hiroshima, em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, milhares de brasileiros e árabes que residem na capital paulista prometem ir às ruas pedir paz. Uma grande manifestação está programada para acontecer no próximo domingo, 6/8, com concentração na Praça Oswaldo Cruz, perto do Metrô Paraíso.
A passeata deve seguir pela Av. Paulista e Brigadeiro Luiz Antonio rumo à Av. República do Líbano, perto do Ibirapuera.
Além disso, na próxima sexta-feira, 4/8, das 13h30 às 14h30, o comércio promete novamente fechar as portas, desta vez na Rua 25 de Março - no dia 28/7 foi a vez de o Brás protestar.
As iniciativas são doComitê de Solidariedade aos Povos Árabes, que reúne uma série de entidades da sociedade civil, incluindo as que representam a comunidade árabe em São Paulo e no Brasil.
Diante da investida do Governo de Israel ao Líbano, iniciada em 12 de julho - que destruiu toda a infra-estrutura do País, fez Milhares de vítimas e deixou 25% da população desabrigada e exilada -, o comitê se formou e inclusive já realizou outro grande ato público, na Praça da Sé, no dia 21 de julho, que reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. Assim, os paulistas fazem coro às vozes que se erguem em todo o mundo e clamam pelo cessar-fogo imediato e incondicional e a reconstrução imediata do Líbano e Palestina.
Quem estiver em São Paulo, vale a pena participar. Isso tem a ver com a natureza e crueldade humanas, não está acontecendo apenas lá, em terras distantes. Lembrem-se que há mais ou menos um mês, São Paulo estava sitiada, em estado de guerra civil. E lembrem-se também, que neste ano escolheremos quem tomará conta disso tudo, o nosso país. É muito triste ver que pessoas pacíficas, que apenas lutaram a vida inteira para constituir família e trabalharem honestamente têm que viver com medo, perdendo entes queridos, ilhadas em suas casas ou fugindo. Isso acontece no Líbano, isso acontece em São Paulo, isso acontece no Rio de Janeiro, isso pode acontecer em qualquer lugar. Algo precisa ser feito...
Postado por Leka às 3:20 PM
100 ANOS DE MARIO QUINTANA (Parte 2)
Um amigo querido me enviou este escrito de Quintana e reproduzo a vocês (singelo e real!)
"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Postado por Leka às 9:45 AM
RIOS DE LÁGRIMAS
Não sei se tem algo de errado comigo, mas chorei cântaros com o acidente de Nanda (Fernanda Vasconcellos) e o seu parto de gêmeos.Já é senso comum dizer que essa menina melhorou muito de sua atuação em Malhação, quando, atuando com o mesmo Thiago Rodrigues, que faz o Léo, fez a audiência da novelinha despencar (foi um dos casais mais insossos de todas as dez temporadas). É curioso como, a despeito de toda a evolução da teledramaturgia e da mulher na sociedade, mocinha que emociona mesmo é aquela que sofre o diabo, de preferência nas mãos de uma bruxa má, como coloquei no post anterior. É muita desgraça na vida dessa moça! Ninguém ainda se identificou com a Olívia de Ana Paula Arósio, a verdadeira heroína da história. Ela é linda demais, rica demais, bem casada demais e ri demais (por enquanto).
Fernanda Vasconcellos encarnou com perfeição a heroína romântica: frágil e lutadora ao mesmo tempo, apaixonada, doce e desprendida. É difícil não cair na pieguice e fazer uma mocinha crível (vide Mariana Ximenes e sua Bel em Cobras e Lagartos) . Portanto, parabéns a "Nanda".
PS: Outra que arrasou na cena do parto foi Regina Duarte. Convenceu-me, finalmente, de que é uma médica!
Postado por Leka às 9:42 AM
Quarta-feira, Agosto 02, 2006
REI MAJESTADE
Estou orfã de Ídolos, apesar de todos os defeitos que o programa teve. Acabou de passar uma edição "meia-bôca" dos melhores momentos.
É tarde, mas a televisão está sintonizada em Rei Majestade (e olha que o São Paulo está ganhando de 2 a 0 na Globo). É breguérrimo, tem balé no palco e um Silvio Santos cada vez mais sádico com a decadência dos ídolos de ontem. Ainda assim eu assisto. Com alguns dos convidados, ídolos do tempo do Zagai, eu me emociono bastante. Gostei de rever a Perla, o Biafra, a Lílian ("Eu sou rebelde porque o mundo quis assim..."), o Márcio Greik (careca), a Jane e o Herondy, o Almir Rogério. Aliás, gosto de ver os play-backs com as músicas velhas. Eles cantando músicas atuais (que nem sempre são atuais, diga-se) muitas vezes é uma catástrofe total. E o Silvio Santos se diverte com a decadência alheia. Cruel.
Postado por Leka às 10:53 PM
MÃES-MADRASTAS
Confesso que tenho assistido a "Páginas da Vida" dia sim, dia não, por conta da correria e também por não ter me empolgado TAANTO assim com a novela. Hoje foi um dia que assisti, e Lília Cabral, como a mãe megera, roubou a cena, como era de se esperar. Cheguei a ter náuseas enquanto a via gritar e ofender sem parar a pobre filha grávida. Fernanda Vasconcellos é pequenina, baixinha, e com aquele barrigão pareceu ainda mais frágil.
Mães-madrastas são referência fácil em novelas. Estudos psicanalíticos de contos de fada, aliás, dizem que as bruxas dos contos de fada que aparecem como madrastas, na verdade são as MÃES das princesas. No entanto, a idéia de uma mãe invejosa que se interpela entre o marido e a filha, tendo inveja da beleza e juventude desta seria pesado por demais; daí pensar em madrasta. É uma idéia quase inadimissível em uma sociedade predominantemente cristã como a nossa, em que as mulheres se espelham na Virgem Maria como imagem de mãe pura e desprendida.
O mesmo Manoel Carlos em Por Amor criou uma mãe cruel e devotada ao mesmo tempo. A Branca de Suzana Vieira era cruel com o filho que chocava-se com seu narcisismo: o sem graça Léo (Murilo Benício), mas adorava o belo Marcelo (Fábio Assunção). Geórgia Gomide imortalizou uma mãe ambígua em Hipertensão (1987), de Ivani Ribeiro, com a sua Donana. Ela amava o filho Rai, mas infernizava a vida da filha desajeitada Raquel (Déborah Evelyn).
O contrário também existe. Filhas ingratas e cruéis também transitam pela teledramaturgia. Em "Dona Xêpa"(1977) de Gilberto Braga, Rosália (Nívea Maria) tinha vergonha da mãe, dona Xêpa (Yara Côrtes) por ela ser pobre. O mesmo Gilberto Braga imortalizou a pior das filhas: Maria de Fátima Acioly (Glória Pires) em Vale Tudo. A mocinha com nome de santa fez de tudo com a mãe Raquel (Regina Duarte): deixou-a sem casa, a humilhou, ignorou e ainda a separou de seu grande amor. O Brasil inteiro parou para ver a cena em que Fátima é finalmente desmascarada, na cama com o amante César (C. Alberto Ricelli). Dizem que a regravação de Vale Tudo para a tevê hispânica não deu audiência porque o público rejeitou tamanha crueldade de uma filha para com a mãe generosa.
E vocês? Lembram-se de mais exemplos??
Postado por Leka às 10:41 PM
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