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Terça-feira, Outubro 31, 2006
BALADINHA
Terá festa em Botucatu às vésperas do feriado, com convidados especiais. Quem são eles? Óliver (do teste de Fidelidade) e Sabrina Bóing-bóing (do Super Pop). Na sexta-feira, terá show com o ex-vocalista do Radio Táxi. Fala sério! Vou-me embora para Pasárgada...
Postado por Leka às 9:49 AM
GOLEIRO-ARTILHEIRO
Ontem, finalmente, foi exibida a entrevista com Rogério Ceni no centro do Roda Viva. Tem muita gente que não gosta dele, que o acha arrogante e tudo mais. Arrogante? Pode ser. No entanto, os méritos de Ceni como jogador e líder são inquestionáveis. Sou suspeita por ser são-paulina, mas ontem Rogério ganhou mais pontos ainda no meu conceito, mostrando-se (como sempre) articulado e coerente. Alguém se lembra de um outro jogador de futebol no centro do Roda Viva? Eu não consigo me lembrar.
Além disso tudo, o acho um charme(!!). Afinal, para a maioria das mulheres, nariz grande é só um detalhe insignificante.
Postado por Leka às 9:44 AM
Domingo, Outubro 29, 2006
ACABOU
Cumpri meu dever cívico. Acho que se visse durante mais uma semana a cara do Lula ou do Alckmin em alguma propaganda eleitoral, teria vontade de vomitar. Também não aguentava mais receber e-mails com todos os podres dos dois candidatos à presidência que tanto me deixavam atordoada.
Antes que alguém me critique, devo dizer que sempre fui engajada politicamente. Mesmo antes de ter a idade legal para votar já tinha consciência política, me informava sobre as ideologias dos partidos, sobre a história de vida dos candidatos. No entanto, esta foi a campanha para presidente em que perdi mais noites de sono em conflito, em que me senti mais triste em ter que votar. Não acredito, sinceramente, que nenhum dos candidatos que disputaram o segundo turno são merecedores de ocupar o cargo máximo do nosso país. Não tive coragem de fazer campanha para nenhum deles.
Fui petista e votei no Lula desde que me conheço por gente, mas não consegui defendê-lo para esta eleição, após todos os escândalos que se sucederam durante o seu governo. Se reconheço os progressos na área social? Obviamente que sim; eu sou classe média mas por toda a minha vida profissional trabalhei com a miséria humana em todos os sentidos e valorizo os progressos no governo Lula. No entanto, não consigo votar em uma pessoa que em seus discursos me parece o demagogo mais rasteiro, cuja equipe no governo se assemelhou a uma quadrilha e ainda por cima se compara a Gandhi e Jesus Cristo. Se eu for por esse raciocínio, penso, serei adepta do "Rouba, mas faz", algo que me enoja e caracteriza tanto o pensamento malufista. Não consigo acreditar que Lula não sabia de nada, de toda a vergonha que foi a corrupção em seu governo.
Se sou pró-Alckmin? De forma alguma. Sou informada e sei que não há santos no PSDB e que também houve escândalos de corrupção cabulosos no governo FHC. Também sou servidora pública de uma Universidade Estadual e sei o quanto Alckmin foi duro com os grevistas e com os servidores, incluindo professores. Sou paulista e sei o caos que está a segurança pública do estado, bem como o rombo que ele deixou no governo.
Ir para um raciocínio classista também é algo hipócrita e me irrita. Irrita-me pessoas desinformadas que falam que não vão votar no Lula porque ele não tem um dedo, ou porque ele não teve estudo, bebe, ou tem erros de concordância. Da mesma forma, me irrita ler e ouvir que quem vota no Alckmin é "pequeno-burguês" e só se preocupa com o próprio umbigo e não se preocupa com os pobres. Isso é de um reducionismo sem tamanho e ainda por cima é um pensamento preconceituoso, para ambas as partes.
Poderia escrever muito sobre todos os podres de ambos os candidatos, mas vou me privar disso. Como disse, estou cansada e triste. Feliz com a democracia, mas triste com o nível dos candidatos que tivemos. Peço desculpas aos amigos PTistas, PSDBistas que tanto fizeram campanha para que eu decidisse meu voto. Tenho uma sincera admiração por aqueles que fizeram uma campanha apaixonada e consciente pelos seus candidatos. Desta vez, eu não consegui.Agora é torcer muito e acreditar que Lula possa trabalhar de verdade. Se eu deixo o homem trabalhar? Ora, eu quero mais é que ele trabalhe. E muito.
Postado por Leka às 9:14 PM
GRANDES DIRETORES - PEDRO ALMODÓVAR
Almodóvar é diretor, ator, roteirista e cantor, dos mais famosos da Espanha desde Carlos Saura e Luis Buñel, referências importantes do cinema espanhol. Seus filmes têm uma marca intensa; há toda uma galeria de personagens "almodovarianos" facilmente reconhecíveis.
Comecei a assistir a seus filmes com "O matador" (1986) e "Áta-me" (1990), ambos com seu ator-fetiche da época: Antonio Banderas, que, aliás, perdeu muito de seu encanto ao "migrar" para Hollywood e casar-se com Melanie Grifith.
Almodóvar costuma tratar os dramas humanos elevados à décima potência, especialmente os do universo feminino. No entanto, seus últimos filmes têm perdido um pouco das "tintas fortes" (leia-se muito sexo, diálogos picantes, humor cáustico e violência) e se tornado mais dramáticos, ternos e auto-biográficos. Embora não tenha visto "Volver" (2006), o mais recente, com Penélope Cruz, gostei muito de alguns dos seus últimos. "Tudo sobre minha mãe" (1999) e "Fale com ela" (2002) são obras primas.
FALE COM ELA ( Hable con ella) - 2002
Antes de assistir ao filme, li que "Fale com ela" era um drama "almodovariano" que tratava do universo masculino, após um filme muito "feminino" que havia sido "Tudo sobre minha mãe". Na verdade, eu ainda acredito que Almodóvar fala também da mulher neste, mas através dos olhos e do entendimento de dois homens distintos, mas sensíveis e (por que não?) femininos. Os homens deste filme fogem completamente do estereótipo do macho latino.
A primeira cena do filme dá a idéia do que virá depois. Dois homens sentam-se lado a lado para assistir a um espetáculo de dança. No espetáculo, duas mulheres expressando muito sofrimento dançam e um homem tenta ter acesso às duas, sem sucesso. Enquanto a peça corre, um dos homens da platéia (o jornalista Marco -Darío Grandinetti) chora copiosamente enquanto é observado com curiosidade pelo enfermeiro Benigno (Javier Cámara). Acredito que a temática do filme seja justamente esta: a dificuldade do acesso ao amor de uma mulher e ao que uma mulher deseja. Enquanto Marco, após uma decepção amorosa, ira se envolver com uma mulher fálica, uma toureira com sucessivas relações fracassadas, Benigno está há quatro anos cuidando e amando uma mulher em coma após um acidente de carro. Com esta mulher, aliás, ele mal havia trocado algumas palavras, antes do acidente ocorrer. A vida desses dois homens irá se cruzar novamente ao longo do filme, bem como suas tentativas de amar e compreender as mulheres.
Segundo a psicanalista Sylvia Loeb, (...)"Freud via as mulheres como enigmas de difícil resolução, não conseguia compreendê-las, comparava-as a um imenso continente africano, exótico, diferente, intangível.Um dia, desanimado, perguntou-se: " O que quer uma mulher?" Questão à qual jamais logrou responder satisfatoriamente.Almodóvar responde a essa questão no próprio título de seu extraordinário filme: "fale com ela", diz Almodóvar a Freud, fale com ela."
Curiosidades:
- Este filme foi indicado ao Oscar de melhor direção, mas apenas ganhou o de melhor roteiro, em 2003.
- Caetano Veloso, amigo pessoal de Almodóvar, aparece cantando em cena, neste filme. A música é "Cucurucucu Paloma".
- Há uma outra música, lindíssima ("Por toda minha vida", de Tom e Vinícius) cantada por Elis Regina que serve de pano de fundo para uma grande cena do filme.
Postado por Leka às 11:36 AM
Sábado, Outubro 28, 2006
DIA LIIIIIIIIIIIINDO!!
Como diria aquele personagem chato daquela novela chata (Prova da Amor) da Record, o Padilha: Dia liiiiiiiiiindo!!
Estava morrendo de vontade de um churrasco e acho que vai virar. Um sol desse sem churrasco e piscina (ou praia) é desperdício, né?
Mais tarde volto para atualizar o blog de acordo (hoje é dia de escrever sobre cinema!).
Postado por Leka às 2:26 PM
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
MOMENTO NÉLSON RUBENS
Reynaldo Giannechini está solteiro. clique aqui
Não sei se é fofoca, mas fiquei "baqueada". Gostava muito do casal Marília-Gianne, embora saber que um dos homens mais bonitos do Brasil esteja solteiro seja um alento. Quanta bobagem, né? Quando eu vou conhecer o Gianne?? Além do mais, tenho certeza de que eu não faço o tipo dele. Ele parece "moço bom", mas tem todo o jeitão de quem gosta de mulher autoritária...rs...
Postado por Leka às 11:17 AM
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
AS VERDEIRAS PÁGINAS DA VIDA
Confesso que não tenho assistido muito a novelas ultimamente. Eu sempre fui fã do Manoel Carlos, mas esta novela das oito está de arrepiar. Nem para entretenimento ela me serve mais. A novela me irrita.
Passo o dia ouvindo histórias de vida de mulheres, homens, adolescentes, muito, mas muito mais emocionantes que as apresentadas na trama das oito. Manoel Carlos sempre enche a boca para dizer que o universo feminino é riquíssimo e complexo, que os melhores papéis ele escreve para atrizes, etc. Não sei com quais mulheres ele convive, mas eu nunca vi mulherada mais chata do que essa da novela. Algumas são chatas; outras parecem débeis, deslumbradas, fúteis. Regina Duarte está se queimando com sua terceira Helena; Sônia Braga está falando mole e não agrada. Ana Paula Arósio, talentosíssima, melhorou um pouco na interpretação, mas a personagem é ruim demais. Não consigo encontrar uma única via de identificação com ela, nenhum conflito ou sofrimento verossímel. Ela é bonita demais, rica demais, insatisfeita demais. Talvez algo que pudesse emocionar fosse seu amor à amiga Nanda, mas tudo parece muito forçado, pois o contato entre elas foi breve. Da forma como Olívia se envolve com a história da amiga morta parece algo patológico, e mais incomoda que emociona.
Na verdade, o que eu mais gosto na novela são os depoimentos do final. Passado o episódio da mulher babada com a música do Roberto Carlos, há uns depoimentos muito tocantes. São aquelas mulheres sofridas e batalhadoras que eu encontro no meu dia a dia. Mulheres que não vivem só de fazer yoga, rir de bobagem ou bater perna o dia todo na AMA. São essas as verdadeiras Páginas da Vida.
Postado por Leka às 10:54 PM
Quarta-feira, Outubro 25, 2006
EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR...
Cada vez que pego a estrada Botucatu-Bauru, uma trilha sonora vem assim, como num passe de mágica, em minha cabeça. Não tenho som no carro e, por isso, tenho de contar com a minha imaginação (e a minha voz!)
Há uns meses atrás, eu estava num daqueles dias de trilha sonora brega cantarolando o clássico "Páre de tomar a pílula", quando um homem do pedágio me chamou a atenção. Ele era simplesmente "a cara" do Odair José (o homem da pílula), só que com os cabelos grisalhos. Fiquei toda atrapalhada: "Gente, será que o Odair José está trabalhando no pedágio? Credo, que fim triste para um artista, etc, etc...". Imediatamente, outra música dele veio a minha cabeça: "Eu vou tirar você desse lugar". Fiquei cantarolando até chegar em casa.
No dia seguinte, vi uma reportagem da VEJA daquela semana dando destaque para Odair José e falando de um disco-tributo em que grandes intérpretes cantam suas músicas. Estava ele lá, bem na foto, com os cabelos pintados de acaju, nada grisalhos. Odair, definitivamente, não estava trabalhando no pedágio. Já Odair (o outro) continua no mesmo pedágio até hoje. Vez ou outra sou "cobrada" por ele com aquele sorrisinho "odairesco".
Dia desses, vi um cara de cachos, em outra cabine. O nome? GILLIARDY. Assim mesmo, com Y.
E FALANDO NISSO...
Daqui a pouco tem semi-final de REI MAJESTADE no SBT. Estão no páreo: Joelma, José Luiz, Silvio Becker (Tico mia no quarto, Tico mia no chão...), Claudia Telles e Perla. É claro que vou torcer para a Perla! Dos outros, só conheço o Silvio Becker. Sou brega, mas nem tanto.
Postado por Leka às 10:54 PM
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
FRASE
"Gosto de me sentir burra; é assim que sei que há mais coisas no mundo além de mim. "
(Susan Sontag)
Postado por Leka às 10:52 PM
JOHNNY E JUNE
Tenho procurado assistir a filmes que julgo despretensiosos e que não me façam pensar tanto ultimamente. Admito que as prateleiras dos filmes de arte me convidam a retirá-los; retorço-me de vontade de ir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas infelizmente, meus neurônios só conseguem assimilar Silvio Santos e afins (como denunciam os últimos posts). Na verdade, o final do ano chega e estou cansada: de pensar demais, de levar as coisas a sério, de tentar descobrir o sentido detrás de palavras, cenas, relações e candidatos à presidência. Foi neste ritmo que retirei um filme para o final de semana: Johnny e June (Walk the Line, 2005), a cinebiografia de Johnny Cash.
Gosto de ler biografias, mais do que assistí-las. A sensação que tenho sempre é que toda a riqueza de uma vida foi reduzida a meras duas horas e simplificada em um só aspecto, sentimental e apelativo. Confesso que o filme me surpreendeu e emocionou. Reese Witherspoon (que interpretou June Carter) foi uma escolha da própria, que faleceu meses antes das filmagens começarem. Ganhou, merecidamente, o Oscar de Melhor Atriz. Joaquin Phoenix que está soberbo, também foi a escolha de Johnny Cash e mereceu o prêmio, embora não tenha ganho. Os dois atores cantam e tocam durante todo o filme e o fazem bem. Não conhecia a obra de Cash, nem tão pouco sua vida, mas me despertou curiosidade. O cara cantava muito e foi contemporâneo e colega de turnê de Elvis e Jerry Lee Lewis. Para Hollywood, no entanto, o que conta muito é a vida trágica e, é claro, a paixão obsessiva de Cash por June Carter.
Adorei a fita e recomendo. Já estou atrás de um CD com os melhores momentos de Cash e aquela voz rouca. Queria um filme despretensioso, mas foi dos melhores que assisti nos últimos tempos. E faz pensar em muitas coisas, sem dúvida.
Postado por Leka às 8:59 PM
Domingo, Outubro 22, 2006
PINCELADAS TELEVISIVAS
- Assisti ao finalzinho do programa "Bailando por um sonho" do SBT já com alguns (bons) vinhos na cabeça. Brega no "úrtimo" como todo programa do SBT que se preze. Ri feito tonta com os comentários (sempre) inadequados do Seo Sírvio.Como peguei o bonde andando, não assisti o Magal (snif!), não entendi bem o critério das notas e concluí que não devo entender nada de dança uma vez que achei que a Luciana Vendramini dançou bem (e ganhou duas notas... 3??!!). Meus leitores masculinos hão de concordar comigo que aquela mulher é um espetáculo, independente de dançar bem ou não. Acho que ela é uma das poucas loiras peitudas naturais deste país, linda mesmo. Dos candidatos masculinos, vi um cara cabeludo lá que não faço idéia de quem seja (meio amante latino) e o Xuxa, que apesar de muito charmoso, é meio arrogantão. Ficaram na berlinda para a próxima semana Lucas Poletto (como eu já havia cantado a bola no post passado) e a Vendramini. Parece que a preferida é a Vírginia (Lojas Marisa) Novick.
- Botucatu párou para ver a vitória do Massa no GP do Brasil. Fiquei também muito feliz, ainda mais após o jejum de 13 anos sem vitórias brasilieras em GPs do Brasil. Galvão Bueno, como sempre, exagerou na emoção e nos elogios carregados a Massa. Eu acho que o piloto botucatuense merece elogios, sem dúvida, mas Galvão com a voz embargada, tendo o tema da vitória ao fundo, sempre está alguns tons acima. Aliás, após algumas gerações de pilotos vencendo com este mesmo tema (tãn, tãn ,tãn...tãn, tãn, tãn), estava na hora de mudarem, não? O tema da vitória ficou muito associado ao Ayrton Senna e não traz algo alegre, mas melancólico e quase fúnebre. Sinceramente, fiquei com pena do Rubinho. Como diria o José Simão, a vida de Rubens Barrichello na F1 sempre foi um "coito interrompido". Para ele, e para os torcedores.
- Daniele Suzuki deu show no gelo do "Domingão do Faustão". O tema foi "Cinema" e ela fez uma Dorothy japonesa muito "fôfa" lembrando o filme "O Mágico de Oz". Monique Alfradique, com uma contusão, foi afastada da competição. Lucimara Parisi nem apareceu no programa de hoje. Segundo Faustão, ela está parecendo uma múmia, toda enfaixada. Faustão e sua delicadeza costumaz...
Postado por Leka às 9:10 PM
Sábado, Outubro 21, 2006
" SÊO SIRVIO"
"Letra h, de ovo".
Silvio Santos, "trocando as bolas" ao apresentar o programa "Roda A Roda", do SBT.
Fonte: uol
Eu bem que desconfiava que o homem do cabelo acaju estava meio ruim das bolas. Hoje, no entanto, ele dá início ao programa "Bailando por um sonho" às 22:30 no SBT. É a adaptação do formato original (se não me engano, britânico) que Faustão copiou sem os devidos direitos autorais e fez o seu "Dança dos Famosos". Entre os famosos que participarão do programa está Sidney Magal (oba!!), Valéria Valenssa e Alexandre Barillari. Alexandre Barillari foi o vice-campeão do primeiro "Dança dos Famosos" do Faustão, Valéria Valenssa é bailarina e Magal.. bem... Magal dança desde os anos 70. Outro dos concorrentes é Lucas Poletto, vice de "Idolos" que sempre teve uma péssima presença de palco quando tentava dançar. Pelo visto, a disputa vai ser desleal.
Postado por Leka às 1:21 PM
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
LINHA DIRETA JUSTIÇA
Eu tenho uma preferência quase (in) confessável. Algumas quintas-feiras, após "A grande família" eu assisto... ao "Linha Direta"!!
Eu já até tentei entender o porquê de gostar daquilo, levei até para minha análise pessoal, veja só. Como pode eu, uma pessoa equilibrada, gostar de um programa, digamos, tão cheio de sangue, tristeza e que chega a ser (por que não?) sensacionalista?
Quando eu era pequena, morria de medo do Globo Repórter e do Fantástico. A música do Globo Repórter era tétrica, com aqueles acordes de violino estridentes que pareciam uma versão de Psicose. Tinha também a voz de taquara do Sérgio Chapelein, nada agradável: "Você vai ver no Globo Repórter desta noite...". Continua assim até hoje, mas é óbvio que quando somos crianças, tudo parece mais assustador. Além disso, o Globo Repórter e o Fantástico tinham reportagens amedrontadoras e que se repetiam vez ou outra, geralmente envolvendo grandes mistérios, histórias de assassinatos e sequestros, e de pessoas com poderes paranormais. Perco a conta de quantas vezes falaram do sequestro do menino Carlinhos, dez, vinte anos depois do sequestro dele. Havia depoimentos de pessoas que possivelmente tinham visto Carlinhos, retratos de como poderia estar Carlinhos hoje, reconstituição do dia do crime etc. Eu cheguei a sonhar com o Carlinhos, rezava para ele estar vivo. Outra história era sobre ETs e discos voadores, também com depoimentos de pessoas que tinham visto OVNIS e até mesmo abduzidas, além de desenhos de como eram o rosto e o corpo dos extra-terrestres. Geralmente, eles tinham olhos imensos e não tão doces como os do ET de Spielberg.
Outras histórias eram sobre o "Monstro do Lago Ness" com fotos do arco da velha; sobre o rosto de Cristo no Santo Sudário (também de forma assustadora) e casos célebres de crimes passionais. Eu morria de medo, me escondia no quarto, mas logo estava na sala querendo ver, com o rosto semi-tampado.
O programa especial "Linha Direta Justiça"'que é exibido, mais ou menos, uma vez ao mês, é muito bem feito e me remete a essa infância de medo e descoberta. Muitas dessas reportagens especiais do Fantástico com os crimes que marcaram época foram, de certa forma, refeitas, com uma reconstituição de época impecável e grandes atores nos papéis principais. Às vezes tenho um pouco de medo, mas não deixo de ver, como quando criança.
Acho que a gente tem um pouco disso: a mesma coisa que nos atrai, às vezes nos repudia. A tragédia humana é algo, que por razões inúmeras, nos fascina. Não defendo, de forma alguma a baixaria na televisão, bem como apelações com histórias de desgraças e coberturas de velórios. No entanto, quem nunca assistiu ao SuperPop e outros programas do gênero que atire a primeira pedra.
Postado por Leka às 8:58 PM
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
PILHAS ALCALINAS
Não sou o coelhinho com pilhas Duracell e minha energia acabou, esvaiu-se. Muitas coisas para pensar, muito trabalho a fazer. Breve pausa para descanso. Novos posts no final de semana.
Postado por Leka às 10:41 PM
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
TOP 10 NOMES "TOSCOS" DE NOVELAS
Os nomes de novelas sempre me intrigaram. Na verdade, às vezes um nome de novela muda muito até chegar àquele que vai ao ar.
Nos anos 70, algumas novelas tinham nomes muito engraçados, outros bem diretos e sucintos. "O profeta", título da atual novela das seis é um título, digamos, bem "Anos 70". Tá na cara, ou melhor, no nome, que é um remake. São dos anos 70 nomes de novelas como "O Espigão" (não pense bobagem), "O cafona" (fala sério), "O rebu", "O bofe", "O astro" e por aí vai. No entanto, nada mais tosco do que os nomes de novelas mexicanas, colombianas e outras latinas que acabam recebendo uma "adaptação" brasileira, bem a là SBT. Gastei meu precioso tempo listando os 10 nomes mais toscos de novelas de todos os tempos. Aceito sugestões!
1) Café com aroma de mulher - pelamordedeus, que nome é esse? Alguém já experimentou um café com aroma de mulher? Em que raio de aroma será que pensaram ao escolher esse título?
2) Pedro, o escamoso - Pedro, o personagem, "se achava". Escamoso é alguém que se acha o tal. Acho que "Pedro, o mascarado" ficava melhor, não? Ah, esquece, seria melhor trocar o título inteiro.
3) A pícara sonhadora - quer raios é "pícara", alguém sabe?? Eu confesso, sou ignorante e não sei. Para mim, no entanto, Bianca Rinaldi sempre será "a pícara".
4) Canavial de Paixões - alguém consegue visualizar isso??
5) Pigmaleão 70 - Pigmaleão foi uma peça de Bernard Shaw adaptada aos anos 70. Daí o nome: Pigmaleão 70. Mas que ficou estranho, ficou, né?
6) A usurpadora - poderia ser "A ladra", mas não teria o mesmo efeito sonoro e dramático.
7) Coração Alado - Solte sua imaginação. É um pássaro? É um avião? Não, é um coração voando.
8) Uga-uga - Carlos Lombardi e seus títulos e novelas malucas. Eu entendi o que ele quis dizer, mas isso é lá nome de novela? Kubanacam é título de novela? Fala sério.
9) Eu compro essa mulher - título mais machista impossível. Se alguém assistiu, me conte a história.
10) Super plá - novela da extinta tv Tupi. Olha só a descrição: "Plácido, quando criança, era super inteligente, mas levou um tombo e perdeu toda a sua genialidade. Adulto, trabalha em um banco e sua genialidade só volta quando toma o refrigerante: Super plá." Deus do Céu!!
Menção honrosa: Descobri um título de novela da extinta TV Excelsior que se chamou: "Os galãs atacam de madrugada". Não há descrição disponível.
Para saber mais: todos os nomes de novelas, de todos os tempos, todas as emissoras:
www.teledramaturgia.com.br
Postado por Leka às 8:21 PM
RAPIDINHA...
Falei um monte sobre a Liz Taylor no último post sobre grandes diretores de cinema. Foi só falar nela que a própria voltou a aparecer na mídia dia desses. Adivinhem o assunto?? Casamento!!! Pois é, Elizabeth Taylor, de 74 anos, parece que vai se casar pela nona vez com o fotógrafo iraniano Firooz Zahedi, de 57 anos. E teriam dito que Liz estava praticamente morta há uns meses atrás. Está mais viva do que nunca e continua querendo casar! Isso é o que eu chamo de fé no casamento.
Brincadeiras à parte, tenho grande admiração pela atriz. Muitos de seus (clássicos) filmes estão entre os meus preferidos. Tomara que nove seja o número da sorte dela, não é?
Fonte: globo.com
Postado por Leka às 2:29 PM
Domingo, Outubro 15, 2006
A XUXA É XATA
Eu nunca gostei da Xuxa. Nunca. Também não quis ser paquita. Eu era uma pré-adolescente "nerd" e desconfiava de toda aquela "bondade" da "Rainha dos Baixinhos". Aliás este termo "rainha" me incomodava; mais ainda eu ser uma "baixinha". Além disso achava que o programa estimulava o consumismo, não gostava da voz da Xuxa e me incomodava aquelas paquitas lindas, louras e com as pernas de fora como se estivessem à venda. Sim, eu era "cri-cri" (este termo ainda existe?), muito mais que hoje.
Pois bem, passados vinte anos do primeiro "xou", eis que uma onda saudosista me invade e eu tenho vontade de assistir ao programa comemorativo da Globo. Mais para ver imagens de arquivo; mais para rever as ex-paquitas que, afinal têm mais ou menos a minha idade e muitas seguiram uma carreira artística respeitável. Não aguentei assistir até o fim. A Xuxa é muito "xata" e eu continuo não gostando da voz dela. Além disso, ela tem aquele amor todo por ela mesma que é gritante: muitas fotos dela, imagens dela, como ela é boa, como ela é linda, etc, etc, etc. Sou mais Angélica e a própria Eliana que, afinal, cresceram com seus "baixinhos" e são mais reais. O mundo de Xuxa, como diz o nome de seu programa, é "o mundo da imaginação". O programa valeu para lembrar de "Ilariê" que eu confesso, adorava e sabia a coreografia. E só.
Postado por Leka às 12:23 PM
Sábado, Outubro 14, 2006
GRANDES DIRETORES - GEORGE STEVENS
George Stevens foi um diretor americano que fez filmes grandiosos e inesquecíveis na era dourada hollywoodiana. Era um perfeccionista e um ótimo diretor de atores. Alguns artistas tiveram suas melhores performances sob sua direção, como Alan Ladd, Elizabeth Taylor e Rock Hudson.
Os heróis de seus filmes são heróis ambíguos e de uma enorme riqueza psicológica; não são, nem de longe, os típicos mocinhos dos filmes que eram feitos na época.Três de seus filmes são obrigatórios: "Shane" ( Os brutos também amam - 1953), Giant (Assim caminha a humanidade - 1956) e "A place in the sun" (Um lugar ao sol, 1951). Isso sem contar que ele fez uma ótima adaptação (a primeira delas) de "O diário de Anne Frank" (1959).
Acreditem em mim: alguns filmes americanos de hoje são extremamente mais caretas do que aqueles dirigidos nos anos 50 por diretores como Kazan, Stevens e o próprio Hitchcock. A sexualidade que permeia as estórias não é explícita, mas justamente por isso, parece muito mais intensa.
A PLACE IN THE SUN - Um lugar ao sol (1951)
Taí um filme que, na primeira vez que assisti, não sabia se tinha gostado ou não. Fiquei com aquela cara de boba no final: "Ué, acabou? Como assim?". Hoje em dia eu fico desse jeito com filmes europeus, jamais com filmes americanos, a maioria tão quadradinhos e previsíveis.
"Um lugar ao sol" é indescritível. A começar pelo gênero: é difícil saber se é romance, suspense, ou drama. Está mais para drama psicológico, mas tem um pouco de tudo.
Na verdade, ele teve duas versões para o cinema. A primeira, mais fiel ao livro (Uma tragédia americana, de Theodore Dreiser) foi filmada nos anos 30. A segunda e mais famosa é esta conduzida pelas mãos de George Stevens. Minha vontade de assistir ao filme surgiu quando vi, pela primeira vez, uma foto do ator principal, Montgomery Clift, considerado um dos atores mais bonitos de Hollywood, e com uma das histórias de vida mais dramáticas também.
Clift interpreta o papel principal. Ele é George Eastman, um rapaz pobre, cuja família trabalha em entidades religiosas em uma cidade do interior. Ele vai até a cidade grande em busca de um lugar ao sol junto do tio, que é muito rico. Ambicioso, ele se deslumbra com a vida cheia de luxo de seu tio e primos. Neste universo da alta sociedade, ele acaba se apaixonando perdidamente por uma socialite adolescente, Ângela, interpretada por Elizabeth Taylor, então com 17 anos.
A realidade, no entanto, se impõe: ele é apenas um funcionário da fábrica do tio, em um cargo menor. Para piorar, ele se envolve com uma funcionária (Shelley Winters), tão ou mais pobre do que ele, engravidando-a. Sentindo que vai ser abandonada, ela começa a chantageá-lo: ou ele casa-se com ela, assumindo a criança, ou ela contará tudo ao seu tio e a Ângela. Sem saída, uma idéia começa a ocupar de forma obsessiva sua mente: assassina-la. É aí que começa o suspense.
Este filme é considerado uma forte crítica ao capitalismo selvagem crescente nos EUA do pós-guerra e às desigualdades sociais decorrentes. No entanto, é mais lembrado por ser a história da paixão ardente entre George e Ângela; e também entre seus intérpretes, Montgomery Clift e Elizabeth Taylor, na vida real.
CURIOSIDADES
- Foi o primeiro filme "adulto" de Elizabeth Taylor. Até então, seus filmes mais famosos tinham sido ao lado da cadela Lassie;
- O vestido branco que Taylor veste na famosa cena do beijo da sacada com Clift, foi o modelo mais copiado para festas de debutante do ano de 1951 nos EUA;
- Liz era 12 anos mais nova que Clift, que tinha 29 anos na época. Eles se apaixonaram e ela, como de hábito, quis se casar. Ele era bissexual e recusou-se. A cada separação, Liz Taylor procurava o amigo para chorar. Até hoje, Elizabeth Taylor se dá melhor com gays e cachorros do que com homens. A lista é grande: Lassie, Rock Hudson, Michael Jackson...
- Em 1956, Monty Clift sofreu um acidente de carro que desfigurou o seu rosto. Ele estava saindo da casa de (sempre ela) Elizabeth Taylor. Foi ela quem o tirou debaixo das ferragens. Ele tinha um dos dentes na garganta sufocando-o; ela o retirou e salvou sua vida. Os paparazzi da época estavam presentes e tiraram várias fotos de Liz, com um vestido claro todo cheio de sangue e Montgomery Clift em seu colo. Ela pediu, chorando, para não publicarem. Eles atenderam; ninguém, até hoje, viu essas fotos.
- Em 1962, a despeito de todos os seus problemas pessoais, Clift interpretou o papel título de "Freud - além da alma", que teve roteiro de Jean Paul Sartre.
- As bandas REM e The CLASH gravaram músicas em homenagem a Montgomery Clift.
- Janete Clair, inspirada neste filme, escreveu uma de suas novelas mais famosas: "Selva de Pedra". O Cristiano Vilhena de Francisco Cuoco é o George Eastman de Monty Clift. Janete Clair no entanto, polarizou os papéis femininos. A moça pobre, Simone (Regina Duarte), é uma heroína. A fascinante moça rica Fernanda (Dina Sfat), é a vilã louca. No filme, nenhuma delas é a heroína; ambas são humanas.
Postado por Leka às 12:43 AM
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
PLÁSTICAS DA VIDA
Há muito não assistia ao "Casseta e Planeta", especialmente após a morte de Bussunda. Na última terça-feira, contudo, resolvi dar uma conferida. E não é que eu consegui rir? A paródia de "Páginas da Vida" ("Plásticas da Vida") é muito boa; Maria Paula imitando a Marjorie Estiano estava, como sempre ótima. O que valeu a pena, no entanto, foi a imitação que Hubert (o "Fernanda Montenegro" dos Cassetas) fez de Heloísa Helena em um outro quadro. De longe, parecia mesmo a arretada HH, re-batizada de "Helouquisa" e o melhor, fazendo desfiles para diversas ocasiões, fazendo chuva ou sol, com as indefectíveis camisas brancas. Muito engraçado.
E FALANDO EM HH
Deu o maior bafafá a fotomontagem que o Kibe Loco fez de um suposto ensaio de HH para a Playboy.
A princípio, parece que ela achou muito engraçado e chegou a rir. Depois, apareceu chorando e culpando os petistas cafajestes que teriam distribuído a montagem pelo senado, em vingança por ela não ter apoiado o PT no segundo turno e re-afirmando que isso não deveria ter sido feito com uma mulher "direita" como ela.
Concordando com os destemperos da senadora,ou não, acredito que Heloísa Helena é fiel a sua ideologia, coisa tão rara entre os políticos de hoje. Mas que a montagem do Kibe Loco é engraçada, isso é.
Confira aqui:
kibeloco.blogspot.com/2006/10/de-bab-j-que-senadora-mais-arretada-do.html
Postado por Leka às 2:34 PM
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
THIAGOS ...
O primeiro tem o olhar forte; o segundo tem o sorriso. O terceiro tem o olhar, o sorriso e, principalmente, o talento.
É arriscado, mas a Globo (e outras emissoras também) adora colocar um rosto bonito para enfeitar a novela das oito, mesmo sem experiência para bancar uma papel de densidade. Já fez isso com Thiago Lacerda (como Matheo em "Terra Nostra") e agora o faz com Thiago Rodrigues ( o Léo, de "Páginas da Vida"). O garoto é lindo e tem talento, mas lhe falta maturidade profissional para um papel de tamanha importância.
Thiago Fragoso tem mais talento que os dois juntos, mas começou devagarzinho e agora ganha seu primeiro protagonista. Por enquanto, da novela das seis. Ele chega lá.
De qualquer forma, o olhar feminino agradece tantos (belos) Thiagos no ar.
Postado por Leka às 12:00 AM
Terça-feira, Outubro 10, 2006
DEZ ANOS SEM RENATO RUSSO
"Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes."
(índios - Legião Urbana)
Postado por Leka às 11:42 PM
UM MINUTO DE SILÊNCIO
Não iria comentar nada, mas é preciso.
Em Outubro, comemoramos o dia do Aviador. Há exatos 23 anos, perdi meu pai em um acidente aéreo. Ele era piloto. Ontem, saiu a notícia de que o Legacy, que colidiu com o boing da Gol, estava voando na altitude errada, pois não cumpriu corretamente o plano de vôo.No entanto, independentemente de quem tenha sido o culpado pelo trágico desastre, não há nada que possa fazer voltar o tempo. Através deste blog, faço uma homenagem a todas as pessoas que trabalham com aviação, a todas as vítimas deste horrível acidente e a todos os familiares das vítimas, para quem, afinal, só resta a saudade.
Postado por Leka às 12:23 AM
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
PARCIAIS
Neste final de semana, desliguei a televisão. Minto. Desliguei parcialmente. Vi trechos de programas e, pelo que vi, não posso ter opinião formada, mas mesmo assim vou dar os meus pitacos.
Vem neném
A "Dança no Gelo" teve como tema as novelas da casa (Globo). Não poderia deixar de assistir, porque temas de novelas sempre emocionam, ainda mais de forem novelas de 1900 e Aracy de Almeida. Desenterraram temas muito antigos como o de "Feijão Maravilha" (1979) e " Elas por elas" (1982).
Xanddy foi o eliminado da vez. Meu lado "brega-rei-majestade" confessa: já fui a um show do Xanddy.Ele é simpático. Ele é grande. Ele rebola muuuuuito. Tem mesmo que tirar aqueles patins que o impedem de fazer direito o que ele faz melhor: rebolar.
E André Gonçalves? Deu show. Tem gente que é cara de pau, né? André é. Ele se acha, arrisca e se dá bem. Tem carisma, embora com os jornalistas seja meio "casca-grossa".
Quando eu fizer 40 anos quero estar como Cláudia Ohana. Ela tem aqueles olhos imensos que a deixam linda . Ela dançou lambada, tendo como tema o grande Sidney Magal em Rainha da Sucata. Cláudia, aliás fez um papel importante nessa mesma novela. Ela era uma jornalista de longos cabelos que namorava o personagem do Tony Ramos. Eram os cabelos da Cláudia e os pêlos do Tony. Eu ficava imaginando como seria um filho dos dois.
Sapo barbudo x Picolé de Chuchu
Na Band, assisti a alguns trechos do debate. Alckmin fala muuuuuuuuito devagar e o tempo quase sempre estourava. O debate só não me deu sono por conta da adrenalina: o bicho pegou e o Chuchu virou pimenta. Ver Lula esbaforido e vermelho daquele jeito quando acuado chegou a ser engraçado. Faltou a Heloísa Helena para a festa ficar completa. Eu, que estou no time das "desiludidas com o PT" e não sou PSDBista, fico feliz com o segundo turno, pois pelo menos temos a oportunidade de assistirmos a debates como os de ontem. Lula pode até ser re-eleito, mas vai ter de sofrer um pouquinho mais.
Postado por Leka às 2:36 PM
Sábado, Outubro 07, 2006
GRANDES DIRETORES - Elia Kazan
Ainda é sábado e, como o prometido, vou comentar uma obra de um grande diretor. Começo logo com um diretor controverso: Elia Kazan.
Kazan é um cineasta turco, que dirigiu várias obras inesquecíveis em Hollywood como "Uma rua chamada pecado "(1951) e "Sindicato de Ladrões" (1954), além do belíssimo "Vidas Amargas" (1955) que marcou a estréia de James Dean no cinema.Como ex-comunista, denunciou colegas de seu ex-partido no Comitê de Investigações sobre Atividades Anti-Americanas, o que teria marcado sua vida para sempre (ele ficou conhecido como delator e traidor pelos colegas). Ao receber um Oscar em homenagem a sua carreira em 1999, metade do auditório o aplaudiu e metade ficou em silêncio, em franco sinal de protesto.Os brasileiros devem se lembrar desta cena, pois foi no mesmo Oscar que nossa querida Fernanda Montenegro concorreu para melhor atriz.
A obra de Kazan é marcada pela sensualidade, tanto que ficou conhecido por ser o cineasta "do desejo" (e da impossibilidade deste). Contrapôs como ninguém os conflitos individuais e a história, mostrando em seus filmes como os fatos históricos interferem nos dramas pessoais, não sendo mero fundo cenográfico, como na maioria dos filmes.
Kazan é dos meus diretores preferidos, assim como é o filme que comentarei a seguir.
SPLENDOUR IN THE GRASS - Clamor do Sexo (1961)
Este é um filme para guardar; talvez um dos que marcaram mais intensamente minha vida. Mesmo para quem não gosta de filmes clássicos, vale a pena tentar assistí-lo porque não envelheceu, nem parece datado. Além disso, o casal protagonista (Natalie Wood e Warren Beauty) é lindíssimo, talvez dos mais belos da história do cinema, competindo de perto com Alain Delon e Romy Schneider. É, inclusive, histórico, pois marca a estréia do jovem Beatty na tela grande.
A história se passa nos anos 20, antes da Grande Depressão Americana no conservador estado do Texas, EUA. O filme é, basicamente, a história de amor e desejo de dois adolescentes, contrapondo-se às tradições, interesses e valores morais de uma época. A temática passa longe de ser simples. Elia Kazan trabalha o roteiro de forma densa e complexa. Algumas cenas originais do filme foram cortadas, por serem consideradas fortes demais para a época. Consta que o primeiro beijo "francês" (de língua) em um filme hollywodiano foi dado por Warren Beatty e Natalie Wood.
O título do filme em português não tem nada a ver com o original em inglês. "Splendour in the grass" ou "Esplendor na relva" é o título original, que aliás faz parte do poema lido por Natalie Wood em uma das cenas mais comoventes do filme.
O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962.
Natalie Wood teria se apaixonado perdidamente por seu colega de cena (Beatty) e deixado o marido (Robert Wagner) para viver sua paixão. Beatty, que foi um garanhão por anos em Hollywood, logo enjoou de Natalie, abandonando-a. A atriz, abalada, teria tentado o suicídio. Mais tarde, ela voltaria com o ex-marido, com que ficou até o fim da vida.
Postado por Leka às 11:15 PM
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
AINDA O CLÔ
Essa eu li no blog da Rosana Hermann (queridoleitor.zip.net/):
Clodovil, via acessoria, foi consultado pela VEJA para uma entrevista. Consultado se tinha interesse, mandou responder: "Só se for capa!"
É mole?? rs...
Postado por Leka às 8:34 PM
CARY GRANT REVIVE
Em um dos seus últimos filmes "Boa noite, boa sorte"(2005), George Clooney, no auge do seu charme, está muito parecido com Cary Grant. Aliás, essa comparação sempre existiu e ele está na capa da revista Vanity Fair deste mês, bem ao estilo Grant de ser, ao lado da top model australiana Gemma Ward, que faz as vezes de Grace Kelly.
fonte:mediasoup.blig.ig.com.br
Olha só que bacana esta foto em que o charmoso Grant se transforma no belo Clooney:
Demais, não é?
Postado por Leka às 11:12 AM
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
PIPOCA
A partir do próximo sábado, irei escrever um pouco sobre grandes diretores de cinema. A cada sábado, um diretor diferente e um filme dirigido por ele. Uma vez que esse blog é um espaço criado para que eu possa conversar com amigos (reais, virtuais) sobre cinema e televisão, achei que seria uma idéia. É uma delícia conversar sobre um filme depois da sessão, não é? Conto com vocês e aceito sugestões.
Beijos a todos
Let's
Postado por Leka às 11:33 PM
SEX AND THE CITY
Gilberto Dimenstein publicou recentemente alguns dados do IBGE que me deixaram um tanto quanto surpresa.
- Na faixa dos 20 aos 29 anos, das mulheres brasileiras com ensino superior, 60,63% são solteiras. Essa taxa desce para 21% entre as que possuem menos escolaridade;
- Entre 30 e 39 anos, para mulheres com nível universitário, o índice de solteirice é de quase 25% e nas de pouca escolaridade, 9%.
Traduzindo: o estudo é um estímulo para o progresso profissional feminino, mas não necessariamente ao enlace matrimonial. Quanto ao maior é o nível educacional da mulher, menor a importância que ela dá a casamento e filhos.
Fiquei pensativa: 25% é muita coisa (entre as mulheres com mais de 30). Não sei se concordo plenamente com a conclusão de Dimenstein. Acho uma explicação simplista. Há outros fatores envolvidos neste alto índice de solteirice não há? O que vocês acham?
Postado por Leka às 11:14 PM
EU TENHO MEDO DO CLODOVIL
Ele já andou dando entrevistas por aí desferindo impropérios (nossa, é a primeira vez que escrevo essa palavra).
Como disse nos comentários abaixo, tenho medo do Clodovil por vários motivos. Ele não é só uma figura folclórica e hilária que está lá com o poder nas mãos. Por tudo o que li e já vi do Clodovil nos últimos tempos:
- Ele não é culto, mas acha que é;
- Ele fala de política como quem é engajado, mas não entende nada. Pelas primeiras entrevistas, estamos vendo.
- Ele não sabe nada da vida das pessoas, mas fala com uma propriedade que parece que sabe, cheio de frases vazias ("guru charlatão");
- Ele é ressentido;
- Por ser ressentido, acha-se injustiçado e no direito de ter tudo que o mundo cruel não lhe deu (agora vai usar e abusar sem culpa dos benefícios do poder público).
Assim como ele, nós brasileiros, acabamos elegendo outros desses por seu alto poder de convencimento. Quem votou em Clodovil não foram os homossexuais, mas as mulheres, em geral senhoras, ex-telespectadoras. Meu medo não é só o Clodovil, mas outros desequilibrados. Declarações de Alckmin e Lula não faz nenhum deles pessoas confiáveis. Lembremos que alguns discursos do Lula lembram surtos psicóticos (daqui a pouco ele fala que é Napoleão) e Alckmin tem um engajamento não muito saudável com a Opus Dei. É ter fé e escolher o menos pior. Na verdade, nunca fiquei tão triste com uma eleição.
Postado por Leka às 12:42 AM
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
TARCISÃO É REI!
Eu simplesmente amo esse homem! Tarcísio Meira é um libriano que aniversaria no dia 05 de Outubro. Não tem para ninguém; ele é o maior galã da história da teledramaturgia brasileira. João Coragem, Capitão Rodrigo, Renato Villar, Hermógenes, Euclides da Cunha, o velho Berdinazzi: são inúmeros os personagens marcantes deste grande ator. Como esquecer do brilho dos olhos do belo Tarcísio encontrando o diamante na pele de João Coragem? Eu nem era nascida, mas assisti a inúmeras reprises desta, que se tornou uma cena clássica.
Parabéns, Tarcísio! Como noveleira desde as fraldas, sou sua fã, de carteirinha.
Postado por Leka às 11:40 PM
DAS CATACUMBAS...
Alguém aí conferiu a volta de Narjara Turetta em "Páginas da Vida"? A atriz fez sucesso quando adolescente (tinha 12 anos quando interpretou a filha de Regina Duarte em "Malu Mulher"). Já adulta, fez mais alguns papéis com relativo sucesso, mas há tempos não emplacava em uma novela.
É sabido que ela tem uma barraca de cocos em Copacabana e andou chorando as pitangas em tele-barracos da tevê, lamentando por seus áureos tempos e pedindo uma nova oportunidade em novelas. Parece que deu certo, pois Manoel Carlos tratou de encaixá-la na sua. Aliás, daqui a pouco ele vai se transformar no maior empregador do Brasil. Ele só perde para a AMA, a Casa de Cultura fictícia do milionário Tide, que emprega Deus e todo mundo. Acho que vou mandar meu currículo para lá. Aliás, nem precisa, pois ninguém que foi contratado por Olívia e cia precisou passar por seleção.
Voltando a Narjara, ela faz o papel de empregada de Sônia Braga e tem um nome mexicano (não me lembro qual). Narjara Turetta, aliás, esse sim é um nome único. Sempre vou me lembrar de Debora Bloch como a réporter Adelaide Catarina na TV Pirata, anunciando a nova moeda do Brasil, em um tempo em que o nome da nossa moeda mudava a cada estação. Ela dizia que a nova moeda (de nome MERRECA) valia não sei quantas "narjaras turettas". Non sense total e absoluto.
Postado por Leka às 11:20 PM
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
MAIS UMA "DANÇA NO GELO"...
Ontem, em meio a expectativa em relação a termos ou não um segundo turno para presidente do Brasil, começou uma nova etapa para Dança do Gelo, no Faustão. Novamente, estava tudo lá: os júri artístico babão que só dá 10, Faustão mal humorado e um candidato extremamente carismático: André Gonçalves. Coitada da professora de André, tem de tomar cuidado porque o moço deve ter um papo bom que só ele, um verdadeiro Don Juan. A despeito de sua vida pessoal, acho André talentoso e torço para que tenha a devida projeção artística, que nunca veio. Seu papel de maior destaque até agora foi o Sandrinho, o homossexual gente boa de "A próxima vítima" (1995).
Os quadros "Dança dos Famosos" e "Dança no Gelo" têm trazido gratas surpresas no quesito "carisma". Muitas vezes os artistas que lá se apresentam não tiveram antes tamanha oportunidade de se mostrarem e ganham merecida projeção com isso.Fiz a lista de meus "top-5 carisma" que brilharam nos dois quadros:
1) Thiago Fragoso : além de lindíssimo (um dos rostos masculinos mais bonitos da tevê), tem talento e sabe dançar. Thiago não chegou até a final da competição por problemas de saúde, mas tinha uma torcida imensa, recebeu inúmeros e-mails e era o favorito. Não sei se essa exposição o ajudou a ganhar seu primeiro papel de protagonista (ele fará o papel título de "O Profeta"), mas finalmente ele teve o reconhecimento merecido. Sou fã apaixonada!
2) Murilo Rosa : fez inúmeros papéis de coadjuvantes em novelas e minisséries, mas nunca um protagonista em produções globais. Iniciou sua carreira no SBT fazendo o irmão mais novo de Fábio Júnior em "Antônio Alves, taxista" (alguém assistiu??). Além de charmoso, esse moço merece protagonizar uma novela, pois é um verdadeiro artista. Tem muito mais talento que, por exemplo, Thiago Lacerda.
3) Nívea Maria : uma verdadeira lady, ao contrário de Suzana Vieira. Ela não precisa ficar falando que é isso ou aquilo, que tem uma carreira isso ou aquilo, ela simplesmente colhe os louros da glória. Chegou tão longe na Dança dos Famosos por conta do imenso carinho do público.
4) Róbson Caetano e Stepan Nercessian : figuraças, ambos com suas características. Naturalmente engraçados, eles faziam o Domingão ter mais leveza.
5) Babi Xavier : nenhuma das candidatas vestiu mais lindamente os figurinos da Dança dos Famosos. Além disso, Babi dança, e muito. E continua tendo o sorriso da Julia Roberts.
E FALANDO EM CARISMA...
Alguém pode me explicar a eleição do Clodovil para deputado federal??
Postado por Leka às 11:55 AM
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