Um blog descompromissado sobre música, televisão, cinema e comportamento...

Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

SHELDON É UM GÊNIO?


Morreu ontem, aos 89 anos, o famoso escritor de best-sellers Sidney Sheldon, autor dos romances preferidos de Rosane Collor (lembram-se?). Sheldon tinha um talento para escrever que não fazia sucesso entre os críticos, mas tinha um apelo irresistível junto ao povão e mocinhas sonhadoras.

Eu, particularmente, gostei muito de um filme cujo roteiro foi escrito por Sheldon: "O solteirão cobiçado" (The bacharelor and the bobbysoxer - 1947) com Cary Grant e Shirley Temple, em seu primeiro papel adulto. É um filme que faz rir ainda hoje, apesar de bem velhinho. Outra jóia de Sheldon é a Jeannie, encarnada por Barbara Eden na televisão em meados dos anos 60. Em plena revolução sexual, Sheldon causou polêmica em criar uma personagem sensual (a gênia) que deve ser devota ao seu "amo" (o major Nélson), sendo uma mocinha obediente e comportada. A espevitada gênia Jeannie sempre que aprontava das suas era obrigada a voltar para a garrafa e seu maior sonho era casar com seu "amo". Mais machista impossível, mas a série é uma delícia de ser assistida.

Agora... se Sheldon é um gênio ou não, isso depende de quem julga... não é?

Postado por Leka às 3:25 PM


Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

INVEJA DA MÔNICA

Devido ao São Paulo Fashion Week, uma das palavras mais usadas nos últimos dias é "tendência". Li de relance (perdoem-me se não li corretamente) que uma das tendências é o vestido "mônica". Não cliquei na notícia, mas fiquei imaginando o tipo do vestido, aquele trapézio, curtinho. Quando eu estava na faculdade, tinha vários vestidinhos "mônica", era moda. Aliás, como a Mônica, eu parecia estar sempre com a mesma roupa, não mudava o estilo.

Gosto muito de acompanhar a moda, acho que é uma produção cultural importantíssima. No entanto, acho que a indústria fashion tem tomado proporções exageradas que visam, é claro, o consumo exagerado. Não faz muito tempo, eu tinha roupa de ir à escola, roupa de ir à missa e roupa de brincar (a mesma época, aliás, em que eu lia as revistinhas da Mônica). Vejo-me hoje, de repente, tendo sonhos de consumo absolutamente insanos. Por que eu quero um macacão curto? Fico horrível de macacão ou macaquinho. Porque é a "tendência". Por que eu não gosto mais dos meus vestidos hippie-chic, a là Vitória de Belíssima? Porque em algum lugar disseram que é "over", que cansou. No ano que vem, os tais macaquinhos estarão "out" e assim vai.

Sei lá, tenho medo desta coisa de eterna insatisfação e eterna busca de sonhos de consumo. Você compra e tem de comprar mais, uma lógica capitalista escravizante, massacrante. Eu vivia muito bem sem celular, sem computador, sem o raio que o parta. Agora parece que eu tenho de ter tudo para existir, para estar inserida. A última roupa, o último livro, o último objeto de decoração, a última geração de não sei o quê. Louco, muito louco. Que inveja da Mônica...

Postado por Leka às 11:32 PM


Domingo, Janeiro 28, 2007

MENUDO MANIA

Você foi fã do Menudo? Cantava as músicas deles com sotaque de Porto Rico? Colecionou pôsters? Usava aqueles broches cafonérrimos com o rostinho do seu menudo preferido? Foi ao mega-show do Morumbi, ficou horas esperando, não viu quase nada e ainda tomou chuva? Você é das minhas! Não adianta falar mal dos Rebeldes que seu passado é negro!

Se quer matar as saudades e saber como estão os menudos hoje, clique aqui!

Se quer relembrar a coreografia de "Não se reprima", clique aqui.

Passei o sabadão com gripe, ouvindo os mega-hits do Menudo. Recordar é viver.

Postado por Leka às 9:42 PM


Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

"CAIPIRÊS"...



Sou caipira de nascença, de pai e de mãe. Nasci em Lençóis Paulista, cursei minha faculdade em Ribeirão Preto e agora moro em Botucatu, todas cidades do interior de São Paulo. Logo, ainda que eu não queira e negue veementemente, carrego nos erres. Na verdade, acredito seriamente que nós, caipiras, temos uma alienação em relação ao próprio sotaque. Até a chegada de minha adolescência, eu acreditava que não tinha sotaque algum. Aliás, a gente sempre acredita que quem tem sotaque são as cidades vizinhas: Bauru, São Manuel, Pederneiras e, em uma distância maior, Piracicaba (claro!) e Tatuí (a terra de Vera Holtz).

Quando assistimos a reportagens dos jornais regionais (entrevistas com a população, em especial), ficamos horrorizados com o sotaque em alto e bom som. É um tal de PoRta, PoRtêra, PoRtão que é de chorar. Penso comigo mesma: eu não falo assim, que coisa mais feia, parece o Chico Bento. Fico nesta alienação total até gravar um recado na secretária eletrônica, ou simplesmente ouvir a mim mesma em uma gravação (em vídeo ou o que for). Aí vem a depressão.

Dia desses aconteceu. Gravei um recado na secretária eletrônica: "Após o sinal, poR favoR, deixe seu recado. Se não retoRnaRmos em 24 horas...blá, blá, blá". Feio, muito feio.

Minha irmã costuma dizer: "Não tente disfaRçaR que é pioR; uma hora aparece." Como diria Sabrina Sato, "é veRdade", não dá para disfarçar. O povo do interior quando tenta disfarçar, em vão, é só ficar alterado emocionalmente que o sotaque vem à tona, com tudo, violentamente. É um tal de:"Que neRRRRRRRvo, não acRedito", que entrega.

Pois é, conforme-se Letícia. Pelo menos facilita na hora de falar em inglês.

Postado por Leka às 11:11 AM


Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

UNIVERSO AZUL

Fugi dele, critiquei à beça (inclusive neste espaço), mas não resisti e voltei para o orkut após mais de um ano. Algumas coisas mudaram desde então (não é preciso mais convite para entrar, há a tal "bina opcional" para descobrir quem entrou no seu perfil e tem até lista de presentes). As comunidades que eu participava tinham centenas de membros e agora tem milhares. Há centenas de outras; algumas engraçadíssimas.

Há agora o fator "novidade" para mim, e o acesso ao orkut está viciante como foi em 2004. Muito curiosa a existência deste universo paralelo do qual não fazia mais parte. Parece que eu morri e ressuscitei, ou parti para uma longa viagem e voltei. Aos poucos vou superando a fobia do azul-argentina e procurando os amigos, virtuais ou não. Este mundo é mesmo estranho...

Em tempo: o orkut completou três anos ontem.

Postado por Leka às 3:08 PM



LOOK AT ME, I´M SANDRA DEE!

Alguém aqui já ouviu falar na Sandra Dee? Sandra Dee (Sandy) foi uma atriz muito bonitinha que fez um sucesso danado em filmes adolescentes dos anos 60. Os filmes que ela protagonizou eram geralmente muito ingênuos e ela, invariavelmente, interpretava moças doces e puras, tornando-se um ícone da virgindade. A loirinha Sandra Dee inspirou o personagem de Olívia Newton John no mega-sucesso Grease (1978) que, não coincidentemente, era também loirinha e chamava-se Sandy. No filme, as meninas descoladas (Pink Ladies) riam de Sandy por esta ser tão pura e virgem quanto as personagens de Sandra Dee. Também não por acaso, Xororó e Noely assistiram a este filme e escolheram o nome de Sandy para sua primogênita, que por algum tempo passou também a imagem de doce e virgem. É a maldição das Sandys.



Lembrei de Sandra Dee ao assistir o filme biográfico "Uma vida sem limites" (Beyond the sea - 2004) sobre o cantor-ator Bobby Darin, magistralmente interpretado por Kevin Spacey. Sandra Dee foi casada com Darin por quase uma década e é interpretada no filme por Kate Bosworth. A fita é "legalzinha", mas não passa disso. Agrada aos saudosistas que, como eu, adoram saber um pouco mais sobre a vida dos artistas da época áurea de Hollywood.

Postado por Leka às 2:56 PM


Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

ABSTINÊNCIA

Luciana Gimenez conseguiu o "furo de reportagem" de levar em seu programa, na última quarta feira, a prostituta que foi flagrada com o marido de Suzana Vieira em um motel. Segundo consta na coluna do Feltrin (clique aqui), a "matéria" deu sete pontos de média (alta, para a Rede TV). Aproveitando a onda, ontem, quinta-feira, Luciana voltou a abordar o tema no Super Pop. Não sei se deu audiência, mas eu mudei de canal antes de encerrar o primeiro bloco. Não tenho mais estômago. Acho que estou conseguindo me livrar das drogas...

RONALDO ÉSPER

que dá as caras e, apesar dos destemperos, também audiência a Luciana Gimenez, é suspeito de roubar vasos de um cemitério em São Paulo e deve ser autuado em flagrante (clique aqui). Sempre achei que ele tinha problemas psicológicos sérios, assim como seu colega de agulhas Clodovil, mas isso chega a ser bizarro.

E FALANDO NISSO...



Confesso que assisto porcarias na tevê. Sou, por exemplo, rata de "reality-shows" que, quando bem feitos, chegam a me emocionar de verdade. Já fui às lágrimas assistindo à Super Nanny, um dos poucos programas que valem a pena acompanhar no SBT. Também gostei do pouco divulgado "Troca de Família", na Record, além de "O aprendiz", que acompanho sempre.

O Big Brother é uma "questão" para mim. Agora em seu sétimo programa, Boninho parece estar pegando leve na edição, após as pesadas críticas que obteve especialmente nos últimos dois programas. O Big Brother 5 foi editado de forma descaradamente maniqueísta, uma verdadeira novela, mais empolgante até do que os folhetins da casa. Grazielli Massafera, a mocinha daquela vez, virou heroína global e é atriz de "Páginas da Vida". Já o Big Brother 6 tentou seguir o mesmo caminho, santificando alguns participantes, forçando romances e criando vilões. Não deu certo. Ficou marcado como a pior edição de todas.

Que caminho seguir agora? Infelizmente, a fórmula está esgotada. Digo infelizmente porque a idéia é boa, prende a atenção se for bem desenvolvida. No entanto, sinto-me enganada assistindo ao programa; tudo parece exageradamente fake. Além disso, existem tantas pessoas interessantes por aí e a produção insiste nos mesmos tipos (há até um projeto de Dhomini e um Thyrso nesta edição). As moças (a maioria loiras) parecem todas iguais fisicamente e os rapazes parecem não ter nada a dizer a não ser um acumulado de gírias. Até o Bial parece entediado e perdido. A não ser que aconteça um milagre, essa edição se salva. Eu, particularmente, acho que já deu.

Postado por Leka às 11:02 AM


Terça-feira, Janeiro 16, 2007

O MUNDO ACABOU!

Foi lançado recentemente um livro extremamente nostálgico, cujo autor escreve com saudades de coisas e produtos que simplesmente sumiram do mercado ("O mundo acabou" - Alberto Vilas). Os quarentões e cinquentões adoram e eu também fiquei fascinada pelo livro, ainda que não tenha conhecido grande parte dos produtos lá descritos.



No entanto, uma das coisas "fôfas" que encontrei por lá foram as saudosas bonecas de papel, que vinham com roupinhas para você trocar. Eu adorava e guardava as roupinhas em envelopes: um para calças, outro para saias e assim por diante.

Achei um site que cultiva a brincadeira das bonequinhas de papel. Quer conferir? Tem até bonequinhas de atrizes clássicas.

Clique aqui e brinque à vontade.


Postado por Leka às 3:00 PM



SÓSIAS

Tenho mania de encontrar sósias; na minha cabecinha sonhadora, as pessoas se parecem com artistas, os artistas se parecem entre si, enfim. Sou assim desde os anos em que usava cabelo mullet e ombreiras no final dos anos 80; o pátio do meu colégio era Hollywood! Geralmente, sou incrivelmente generosa. Na minha escola havia o Mathew J. Fox, o Tom Cruise e o Christopher Reeve. Eu e minhas amigas, que geralmente me acompanhavam nos delírios de grandeza dávamos apelidos aos meninos: era o Top Gun, o Garoto do Futuro, o Superman. Achávamos o máximo.

O triste é que os rapazes não são generosos comigo o quanto sou com eles. Como sou morena de olhos claros, gostaria que eles surtassem e me achassem parecida com a Angelina Jolie, Jennifer Conelly, Ana Paula Arósio. No máximo, um bêbado uma vez me chamou de Hilda Furacão. Bêbados às vezes são muito doces.

Ou então, que não me achassem parecida com ninguém, mas eles acham. E geralmente com a mesma pessoa: Fernanda Torres. Na época dos Normais, era um inferno: "Olha a Vani!! Posso ser o Rui?" Fala sério. Nada contra a Fernanda Torres, mas... sei lá, queria algo mais glamour... Outro dia me falaram que eu parecia com a Fernanda ... Montenegro. Quis morrer, não quero ser parecida com a Bia Falcão!!

Foi então que Marcos, marido gente boa de minha amiga Vânia, começou a me chamar de P.J. Harvey. "Quem é essa?". Ele, um perfeito sósia do meu queridíssimo Nando Reis, entendido de música, me disse que era uma cantora. Nunca tinha ouvido falar e procurei na internet, sem sucesso. Eis que, dia desses, encontro uma foto da bendita cantora na VEJA. Não é bonita, mas estilosa. E o estranho: é a primeira celebridade que acho que realmente se parece comigo. Pois é, digníssimos: P. J. Harvey sou eu.Já me conformei de não ser a Jolie, mas Fernanda Torres é passado. Olha aí a atitude da garota:



Postado por Leka às 11:40 AM


Domingo, Janeiro 14, 2007

O CHORO DE ELIS

Eu tinha sete anos quando Elis Regina morreu. Já sabia que era uma grande cantora, uma vez que sua voz ecoava pela casa - minha mãe era fã. Lembro-me bem da notícia de seu falecimento no Jornal Nacional, em um dia de férias em Ubatuba. Mamãe estava do meu lado e em minhas lembranças teria dito:"era só o que faltava!". Lembro-me também da foto dela dentro do caixão (impressionante para uma criança) que estampava a primeira página do Estadão.

No entanto, o que me impressionou mais nos dias que se seguiram foi a repetição de algumas cenas da cantora, uma em especial, que era transmitida nos intervalos comerciais. Nela, Elis canta "Atrás da porta", de Francis Hime e Chico Buarque. Muitos de vocês devem se lembrar desta cena, transmitida recentemente por um especial da Rede Globo. Elis canta e chora muito, poderia dizer que sofre ao cantar. Eu cheguei a perguntar: "Mãe, por que ela chora tanto?", o que minha mãe, à época, não soube responder.

"Atrás da porta" é das músicas mais tristes que já ouvi, com uma das letras mais tocantes. Ela fala sobre separação e abandono de forma tão pungente que você chega a ter todas aquelas sensações descritas (ou revivê-las). Afinal, quem é que não sabe o que é "adorar pelo avesso"? Elis Regina sabia muito bem. Hoje, eu também.


"Atrás da porta"

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito (Nos teus pelos)*
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...
* verso original vetado pela censura

Postado por Leka às 6:47 PM



PARA OS INSONES

Hoje tem Marilyn Monroe (de quem sou neo-fã), no horário ingrato das 3:00 hs da madrugada, na Globo. O filme é um dos seus últimos ("Adorável Pecadora" - Let's make love/1960) e traz a atriz gordinha, ao lado do cantor-ator francês Yves Montand.
Of course, Marilyn teve um affair com o ator (charmosérrimo!) durante as filmagens. Ambos eram casados (ele, com a atriz Simone Signoret e ela, com o dramaturgo Arthur Miller). A alta temperatura entre os dois pode ser percebida através deste filme, uma comédia-musical (que não é um dos melhores dela, a bem da verdade). Vale a pena conferir, se você não for trabalhar amanhã.

Postado por Leka às 5:56 PM


Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

MEA CULPA

Li sobre o caso Cicarelli e o bloqueio do You Tube ( que foi divulgado depois ter sido pedido pelo namorado dela) ao mesmo tempo que lia sobre a vida de Marilyn Monroe e acabei escrevendo o romântico post abaixo. Chamei Daniela de hipócrita porque talvez quisesse que ela fosse como Marilyn, Leila Diniz, Elis Regina e outras tantas. Musas polêmicas são criadas para que o público seja feliz e se inspire.Elas vociferam palavrões, são espontâneas, sensuais e despertam paixões. Se elas são felizes e satisfeitas com isso, esta é outra história. Talvez o público sequer se interesse. Todas as que citei morreram cedo. Sei lá se Daniela é mesmo hipócrita ou se está apenas buscando o seu. Só acho que ela (ou Tato Malzoni) deveria ter deixado o vespeiro quieto. Deu no que deu.

Agora, fiquei pensando aqui comigo: será que eu, nesta altura de minha vida, preciso de muso(a)s? Talvez não, mas é muito bom quando alguém faz uma coisa bacana e a gente consegue aplaudir, admirar, surpreender-se, ter como exemplo. Algo que anda difícil ultimamente, o que é triste.

PS: Agradeço aos digníssimos leitores, alguns figurinhas queridas do blog, outros novos da "moita" que se manifestaram no "polêmico" post e me levaram à reflexão. Elogios e críticas bacanas são sempre muito bem vindos!

Postado por Leka às 2:09 AM



TESTE

Por que eu ainda assisto ao Big Brother Brasil?

a) Porque sou voyeur e adoro dar umas espiadinhas, seja em qual porcaria for;

b) Porque sou masoquista e gosto de me flagelar ouvindo diariamente, por três meses seguidos: aeêe brother, caraaaaaaaaaaaca, valeu galeeeeeeeera, isso aqui é um jogo, obrigado Brasil, e algumas frases sem concordância alguma;

c)Porque sou psicóloga e gosto de assistir o programa para pensar melhor sobre a natureza humana;

d) Porque gosto de ter um amor platônico de verão por um dos caras da casa e votar mil vezes para ele ficar;

e) Todas as anteriores;

f) Mistério total

Postado por Leka às 12:52 AM


Terça-feira, Janeiro 09, 2007

SEMPRE ELA...



Ah, Cica, você estava indo tão bem... Daniela Cicarelli foi das celebridades mais faladas na mídia dos últimos três anos ( modelo deslumbrante-espontânea, musa-noiva-esposa-ex de Ronaldo Fenômeno, namorada fogosa em praia da Espanha).

Eis que 2007 começa com ela de novo na mira: Daniela-donaencrenca-Cicarelli consegue bloquear o acesso ao YouTube para que ninguém mais a veja nas tais cenas calientes na praia. Agora que todo mundo nem falava mais nisso, ressurge o bafafá, depois que o Brasil inteiro já viu, mais de uma vez, aliás. Medida impopular essa. Cicarelli, conhecida por dar a volta por cima depois dos escândalos nos quais se mete, comprou briga feia agora.

A maioria das pessoas, iradas com a arrogância da moça, a xinga de puta, vadia, vagabunda e outros sinônimos. A questão não é essa. Daniela não é puta (não mais do que muitas mulheres), mas hipócrita, como toda a nossa sociedade aliás. A questão não é ter feito sexo na praia, mas o não assumir que fez e gostou, como muitas outras mulheres que têm essa fantasia. Foi filmada? Era um risco, não? Taí a adrenalina da coisa toda. Corajosa ela se assumisse e ainda tirasse onda em cima disso. Garanto que viraria musa: corajosa, autêntica, dona de sua sexualidade e todas essas coisas que a mídia adora. Se muitas pessoas continuariam a chamá-la de puta? Com certeza, mas não da forma como estão fazendo agora. Cicarelli conseguiu despertar o ódio de muita gente. Mulher odiada é feia, gorda, velha, louca ou puta. Musa, com certeza, não mais.

Postado por Leka às 5:36 PM



CRISE

Confesso a vocês que estou em crise existencial. Aliás estou em crise em relação à identidade deste blog que teve como proposta inicial falar sobre televisão e cinema. Continuo adorando cinema, mas em virtude de morar, digamos, distante da civilização, tenho apenas um cinema em minha cidade, que, em minha perspectiva mais otimista, transmitirá "Xuxa Gêmeas" por todo o mês de janeiro. Restam-me os DVDs, com algum tempo de atraso. Assisto aos filmes quando todo mundo já assistiu e já cansou de falar sobre.

A teledramaturgia brasileira me entedia. Não consigo assistir a um só capítulo de novela inteiro. As novelas das seis com aquele discurso de bem vence o mal, o amor da minha vida e viveremos felizes para sempre me irrita e faz com que eu me sinta uma debilóide. Como vou torcer e me empolgar com discursos tão piegas? Eu sei, é claro, é uma novela, com todos os elementos de um folhetim necessários, mas essa "O Profeta" tem diálogos ruins que doem. O que aconteceu com o Thiago Fragoso? Já "Pé na Jaca", a atração das sete, eu não assisto. Podem me chamar de intolerante, mas odeio o Pasquim, com ou sem camisa, odeio o ritmo das novelas do Lombardi. Ele sempre começa bem uma novela (com exceção de Kubanakan), mas depois descamba. "Páginas da Vida" não me prende nem com o talento de Marcos Caruso. Desta vez, foi o Manoel Carlos que enfiou o pé na jaca. A novela é toda ruim, confusa, com zilhões de histórias paralelas sem profundidade alguma, cenas chatas, personagens chatos, falta de um par central que empolgue.
Não assisti ainda a minissérie Amazônia. Depois do que fizeram com a história de Juscelino Kubistcheck em JK, transformando-o em um santo, adulterando fatos, só para ter audiência de novelinha, eu desisti das minisséries de janeiro. Boa mesmo foi "Os Maias" (2001), a última decente, que, aliás, teve baixíssima audiência. Já as novelas da Record copiam a Globo no que ela tem de pior e não inovam nada. Gostei de Cidadão Brasileiro e, vez ou outra, acompanho Vidas Opostas, que até então, são as melhorzinhas, pois trazem algum cheiro de inovação.

Pois é, caros, acho que estou azeda. Devo assinar tevê a cabo? Ou mudar de vez a cara deste blog??








Postado por Leka às 5:30 PM


Sábado, Janeiro 06, 2007

CULTURA INÚTIL

Em 2004, quando o Big Brother Brasil contabilizava quatro edições, eu e uma grande amiga, sem nada melhor para fazer, resolvemos tentar lembrar os participantes de todas as edições. E não é que conseguimos? A última a ser lembrada foi a Rita, cartomante, do BBB2, que se achava gorda, que queria ser mãe. Eu fico me perguntando o porquê de meu HD armazenar tanta coisa inútil.

Aproveitando o ensejo, fiz um top cinco dos homens mais interessantes que passaram por aquela casa do PROJAC. Eu digo interessantes, não bonitos. Geralmente os que eu gostava, a galera tinha horror. Deve ser o meu gosto podre para homens. Ou não.

1)Serginho (BBB1) - " Vai Serginhoooooooo... " Quem não se lembra do franco-angolano Sérgio, que arrumava os cabelos das mulheres e acabou com o coração de Vanessa? Eu adorava a ponderação e a inteligência do Serginho, embora ele não fosse leeeeeeeendo e tenha sido pouco cavalheiro com Vanessa quando a edição acabou. É o tipo do cara que eu adoraria conversar. E "outras cositas mas".

2)Jean Massumi (BBB3) - Descendente de italianos e japoneses, Massumi foi dos maiores estrategistas do Big Brother. Lindo, inteligente, passava os dias deitado no divã fumando e maquinando o que faria para acabar com Dhomini, seu rival direto. Organizou e orquestrou a Máfia das Cuecas. Massumi foi frio e cruel muitas vezes, mas tinha um charme que só ele. A baianinha Elane caiu de amores pelo japa, mas não foi correspondida.

3)Emilio (BBB3) - O nadador Emilio era simples e direto. Falava as coisas na cara, doesse a quem doesse. Tinha viajado por vários países, era um cara interessante. Seu mal foi se engraçar com Sabrina, a queridinha de Dhomini, que era o queridinho do público. Saiu do BBB com um dos maiores índices de rejeição da história do programa. E o pior, perdendo para a sonsa Viviane.

4)Alan Marcelo (BBB3) - O paredão entre o negro gato Marcelo e Dhomini foi uma muralha de tantos votos que recebeu. A disputa foi pau a pau, com Dhomini levando a melhor. Alan era sangue-bão, gente boa, simpático, alegre e sensível.



5)Marcelo Dourado (BBB4)- Este homem e seu cabelo moicano transpirava testosterona. Tinha o perfil mais lindo de todos os homens que passaram pelo BBB, apesar do seu cabelo esquisito. Protagonizou com Juliana Lopes algumas das cenas mais quentes já transmitidas pelo programa. Votei milhões de vezes para ele ficar na casa, sonhava com o rapaz. Ele deu uma surtada no final e depois que o programa acabou o que o fez perder alguns pontos comigo,além do primeiro lugar nesta lista.

E aí, meninas? Gostaram da minha listinha?? Algumas sugestões?

Postado por Leka às 8:28 PM


Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

E É JANEIRO

- Chuva,chuva, chuva;
- Inundação do prédio onde trabalho;
- Minissérie na Globo com aquelas trilhas sonoras tristíssimas, mesmas histórias (no Rio, no Acre, em Brasília, em qualquer tempo e lugar) e o narrador global enchendo os pacovás divulgando a minissérie exatamente da mesma maneira de todos os anos, a cada três segundos de intervalo;
- Big Brother Brasil com os mesmos tipinhos;
- Reprises, reprises, reprises;
- Sensação boa de ano novinho em folha, parecendo caderno em branco a ser preenchido...

Postado por Leka às 11:38 PM



EU QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS...

e bem mais forte poder cantar! Alguém leu a reportagem da Veja (de duas semanas atrás)? Tenho um pouco de birra da VEJA, mas o artigo que fala da força da amizade e de como ter uma rede de amigos confiáveis favorece o crescimento profissional e a saúde psíquica me confortou. Confortou-me ainda mais em saber que as mulheres geralmente têm um amigo a mais para contar que os homens. É uma bobaginha, mas é um dado que serve para calar a boca de quem diz que amizade entre mulheres é complicada. Eu amo minhas amigas queridas. E a maioria está na minha história há uns bons anos... Mulherada dá colo, faz sopinha, te abraça, te enxuga as lágrimas, vela teu sono quando você está na fossa, dá carinho sem ter vergonha de dar. É ponto prás meninas!!

OBS: Mas amigos homens são ótimos também. Gays, idem. Amizade boa é válida de onde vier.

Postado por Leka às 11:33 PM



CARIOCAS...

Composição: Adriana Calcanhoto

CARIOCAS SÃO BONITOS
CARIOCAS SÃO BACANAS
CARIOCAS SÃO SACANAS
CARIOCAS SÃO DOURADOS
CARIOCAS SÃO MODERNOS
CARIOCAS SÃO ESPERTOS
CARIOCAS SÃO DIRETOS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE DIAS NUBLADOS

CARIOCAS NASCEM BAMBAS
CARIOCAS NASCEM CRAQUES
CARIOCAS TÊM SOTAQUE
CARIOCAS SÃO ALEGRES
CARIOCAS SÃO ATENTOS
CARIOCAS SÃO TÃO SEXYS
CARIOCAS SÃO TÃO CLAROS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE SINAL FECHADO

Acabei de chegar do Rio de Janeiro. Cheguei à cidade juntamente com os atentados e o ônibus queimado. Deu um medo danado; as pessoas realmente estavam assustadas por aqueles dias, mas a imprensa fez um terrorismo desproporcional e nada informativo. Enquanto eu passeava pela praia calmamente, os jornais tinham letras garrafais com fundo preto: Rio sitiado; o horror toma conta do Rio de Janeiro. Amigos meus me ligaram preocupados imaginando que eu estava no meio da Guerra do Iraque. Menos gente, menos.

De qualquer maneira, comecei o ano bem, em uma cidade linda, com gente do bem. Gosto dos cariocasss. Sou sempre bem tratada em qualquer lugar: no ponto de ônibus, pelo cobrador, motorista, taxista, quem for. Amo aquele povo de todo o meu coração e sofro especialmente pelos mais pobres, gente boa e batalhadora que despenca lá do subúrbio para trabalhar na zona sul, geralmente com um sorriso no rosto. Que Deus abençoe e proteja o Rio de Janeiro...

Postado por Leka às 11:10 PM