Um blog descompromissado sobre música, televisão, cinema e comportamento...

Quinta-feira, Março 29, 2007

SÓ O AMOR TRANSFORMA E SALVA?



A adorável e elegantérrima Audrey Hepburn imortalizou no cinema a personagem de Elisa Doolittle, a desajeitada e grosseira florista de "My fair lady" (1964), ganhador de oito OSCAR. O papel era para ser interpretado inicialmente por Julie Andrews, a eterna noviça rebelde, cantora de sucesso nos musicais da Brodway, que o perdeu, mas ganhou o OSCAR daquele ano por outro filme: "Mary Poppins". O talentoso Rex Harrison deu vida ao professor Higgins.

"My fair lady" ganhou montagem brasileira e está em cartaz em São Paulo, recebendo, ao que parece, aclamação da crítica e do público. Amanda Acosta (ex- Trem da Alegria) é Elisa; o charmoso (e polivalente) Daniel Boaventura é o sistemático Henry Higgins. A história é simples e conhecida: professor celibatário resolve enfrentar o desafio de transformar uma florista casca-grossa em uma verdadeira dama e acaba apaixonando-se por ela.
Esta história foi repetida dezenas de vezes pelas novelas, com outras roupagens, mas sempre obtendo sucesso. Uma das que me lembro agora é "Meu bem, meu mal" (1990). Nela, Doca, um cara malandro e sem nenhuma educação (Cássio Gabus Mendes) tem aulas de etiqueta com a socialite Mimi Toledo (Ísis de Oliveira) com o objetivo de se passar por milionário e dar o golpe do baú, em um plano de vingança.

O sucesso deste tipo de enredo tem a ver com o fascínio da história da Gata-Borralheira que se transforma em Cinderela, mas também com algo que diz respeito a muitos de nós: o desejo de transformar o objeto amado. O amor seria tão poderoso a ponto de dar conta das "deformações" do outro, sejam elas a aparência física, os maus modos, uma doença grave, o fascínio pela vida mundana, a "cafajestice" e por aí vai. Será mesmo? Contardo Calligaris, psicanalista e colunista da Folha de São Paulo, escreveu um belíssimo artigo sobre o tema, que vale a pena ser lido (clique aqui)

Pois bem, quando eu for novamente a São Paulo, gostaria muito de assistir ao musical e tirar minhas próprias conclusões. E quando eu "crescer", gostaria de escrever tão facilmente sobre psicanálise e as relações humanas como Contardo Calligaris...

Postado por Leka às 3:23 PM


Sexta-feira, Março 23, 2007

A GÊMEA MÁ

Acho que foi Mae West quem disse: "Quando sou boa, sou ótima, mas quando sou má, sou melhor ainda". Alessandra Negrini apresentou-se ontem ao público de Paraíso Tropical como a gêmea má Taís. Estava lá a maquiagem mais pesada, a jaqueta de couro e a bota de salto agulha (bem a là Leona, de "Cobras e Lagartos"). Alessandra Negrini é boa atriz, mas convence muito mais como devassa e louca do que como boazinha romântica. Eu também acho isso de Glória Pires; sua grande interpretação foi a doce Ruth e não Raquel. Acredito que há muito de Raquel em Glória Pires. Assim como há muito de Taís em Alessandra Negrini.

Postado por Leka às 1:58 PM



QUAL É A SUA NOTA?

Provavelmente ainda no Jardim da Infância, lembro-me de ganhar três estrelinhas como nota máxima ao concluir minha lição (um desenho bonito, pintar dentro do quadradinho, essas coisas). Adorava as estrelinhas desenhadas em tinta vermelha pela professora, ainda que eu ambicionasse estrelas de verdade, do céu.
Hoje, há o orkut com suas estrelas, corações, carinhas e centenas de amigos para dizer o quanto você é popular e querido. Há também um site de relacionamentos (clique aqui) que dá uma nota avaliando o quando você é hot, sexy, atraente. Feios são rejeitados e poucos são os que ganham notas mais altas. Os organizadores do site defendem a restrição.

Eu, como psicóloga e educadora eventual, sempre questionei os testes de QI e as avaliações tradicionais (provas com questionários por exemplo). Pontuar o quanto alguém é sexy me soa ainda mais ridículo, mas sintomático de algo que a gente já vê por aí.

Será possível que só os sexies, magros e jovens podem amar? O mundo é mesmo estranho. E Narciso acha feio o que não é espelho.

Postado por Leka às 1:41 PM


Quarta-feira, Março 21, 2007

TODA VAIDADE SERÁ CASTIGADA...

Vocês leram a incrível história da mulher que foi fazer uma escova progressiva e morreu? (leia aqui). É muito provável que a mulher, de 33 anos, tenha morrido por intoxicação, uma vez que foi orientada a ficar com os produtos por três dias nos cabelos (formol, entre eles).
Eu sei que há muitas formas de fazer este alisamento de maneira segura, mas eu ainda insisto em manter meus rebeldes cabelos ondulados com chapinhas ocasionais. E viva a cabeleira-juba!

Postado por Leka às 2:51 PM


Segunda-feira, Março 19, 2007

A SOLIDÃO DE ALBERTO-COWBOY



Alberto, o "vilão" deste último Big Brother está só. Ao ser indicado para o paredão de terça-feira no qual, infelizmente, será defenestrado, ele encontra-se sozinho no jogo, sem aqueles que foram, um dia, seus fiéis colaboradores. Nem mesmo a namorada, Bruna, que o considerava sua "alma gêmea" está do seu lado.

Não torço por Alberto. No entanto, acho que a Globo deveria agradecê-lo todos os dias por contribuir com a audiência deste BBB 7. Sem a obsessão de Alberto por destruir Siri e o triângulo, não seria possível um herói como Dom Diego, o Alemão. A diferença mais gritante entre Diego e Alberto é o carisma: Diego tem; Alberto não. Friso, contudo, que não existe uma boa novela sem um bom vilão e Alberto é grandioso neste sentido. Por mim, ele continuaria até o final pois é ele quem ainda coloca emoção naquela casa, agora tão monótona. Assim como ele, não existiria tanta veneração sobre Jean e Grazi Massafera se não fosse o algoz daqueles tempos: o médico que era monstro, Dr. Gê.

Escrevo este post em homenagem a minha mãe, que perdoa os deslizes de cowboy e torce por ele. Ela, uma professora de Literatura que ama os livros, está praticamente viciada em Big Brother, com pay-per-view e tudo. Segundo sua percepção, Alberto está sendo prejudicado pela edição do programa, que não mostra seus melhores momentos, além do seu sofrimento a olhos vistos (tosse constante, emagrecimento, insônia), em clara proteção ao herói Alemão. " Se fosse meu filho, tiraria ele de lá já!" Pois é, mãe, não vai precisar. Com certeza, o cowboy, agora solitário, sairá amanhã.

Postado por Leka às 10:20 AM


Quinta-feira, Março 15, 2007

NOSSA...

"Bloguei" horrores! Espero que vocês leiam... rs...

Postado por Leka às 12:51 AM



DO AMOR E SUAS VICISSITUDES...

Há quatro grandes (e diferentes) filmes que, cada um a seu modo, me tocaram intensamente ao longo da vida. Não falam necessariamente de amor, aquele, o romântico, mas de relações afetivas, desejo e desencontros. Aliás, são justamente os desencontros que fazem uma história de amor ser marcante.

1)O segredo de Brokeback Montain ("Brokeback Montain"- 2005)
Lindo filme, magníficas interpretações (especialmente de Heath Ledger e Michele Williams) , trilha sonora cortante e belíssima fotografia."Brockeback" foi bastante comentado no ano passado por sua suposta temática gay, mas ele vai muito além disso. Trata especialmente da luta interna de um homem rústico contra suas emoções e da impossibilidade de se bancar um desejo. Não é um filme gay; é uma história de paixão tórrida que, por acaso, ocorre entre dois homens.

2)Closer - Perto Demais ("Closer" - 2004)
O filme começa como um romance água com açucar: a voz melancólica de Damien Rice embala o primeiro encontro entre dois dos protagonistas em câmera lenta. A bela Natalie Portman (Alice) esbarra com o aparentemente frágil Jude Law (Dan). Nada é o que parece ser quando chega-se mais perto, quando se conhece intimamente ("closer") os personagens. O filme conta a história de Dan, de Alice, da fotógrafa Anna (Julia Roberts), de Larry (o charmoso Clive Owen) e do entrelaçar do destino dos quatro. Trata-se de uma história de paixão, desencanto, seguida de paixão e, novamente, desencanto. Quase todo o filme, não por acaso, foi filmado em close (perto). Pode-se ver as rugas de Julia Roberts sem maquiagem, bem como as olheiras de Jude Law. Joga-se na lama o amor idealizado de novelas.


Mike Nichols, diretor experiente de teatro, tem um outro filme "pesadão" em seu currículo: o drama "Quem tem medo de Virgínia Wolf?"(1966).

3) Uma relação pornográfica ("Une Liaison Pornographique" - 1999) -
Delicado filme francês, cujo título engana bem: não há uma única cena de sexo explícito no filme. É a história de uma mulher (Nathalie Baye) que busca vivenciar uma aventura sexual colocando um anúncio em uma revista. Um homem (Sergi Lopez) responde e eles passam a se encontrar uma vez na semana em um lugar neutro. O objetivo é que não haja envolvimento emocional e, para tanto, eles não trocam informações sobre suas vidas pessoais. A relação pornográfica do título é, na verdade, a relação de amor e envolvimento, tão evitada e perigosa. Seria o fazer sexo de forma despudorada mais fácil do que amar?

4)Nosso amor de ontem ("The way we were"-1973)

Filmão hollywoodiano que já foi referência em vários outros filmes, inclusive no seriado "Sex and the city". Eu, particularmente, não gosto de Barbra Streisand, mas a adoro no papel de Katie, a moça exótica e politizada que se apaixona pelo garotão Hubbel (o belo Robert Redford). O filme mostra que o amor não é suficiente para que duas pessoas fiquem juntas para sempre. Aliás, ele pode ser mantido justamente porque elas se separam. A cena final é clássica e a música, linda de doer.


Postado por Leka às 12:42 AM


Quarta-feira, Março 14, 2007

HOJE É DIA DA POESIA...

Para comemorar, uma obra-prima de Fernando Pessoa:

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semi-deuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído.

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Postado por Leka às 11:27 PM


Sábado, Março 10, 2007

AINDA SOBRE PARAÍSO TROPICAL...

Nas novelas de Gilberto Braga não faltam armações escalafobéticas com escutas, cópias de chaves, telefonemas falsos e, se a novela for de época, cartas roubadas e mal-entendidos. Apesar de minha já declarada paixão por Gilberto Braga, isso tem me cansado. Maria de Fátima foi a rainha das armações, seguida por Felipe Barreto e Laura Prudente da Costa. Agora, o Olavo de Wagner Moura já começou a colocar as manguinhas de fora com altas teorias de conspiração contra Daniel (Fábio Assunção). Isso envolve as manjadas gravações e os flagrantes com fotos.

Para matar a saudade, clique aqui. Esta foi das primeiras de muitas armações da pérfida Maria de Fátima em "Vale Tudo"(1988). E viva a cintura alta!

Postado por Leka às 11:33 PM


Quinta-feira, Março 08, 2007

SERÁ QUE VOLTAREI A ASSISTIR NOVELAS?



Sai o Leblon idílico de Jayme Monjardim; entra a Copacabana (quase) realista de Dennis Carvalho. Da pretensa crônica do cotidiano de Manoel Carlos a um típico novelão de Gilberto Braga. Encerra-se "Páginas da Vida". Tem-se início "Paraíso Tropical".

Percebe-se logo que a panelinha do autor está desfalcada (sem Malu Mader, sem Cláudia Abreu), mas conta ainda com um grande número de queridinhos: Izabela Garcia, Fábio Assunção, Hugo Carvana e o maravilhoso Daniel Dantas. Foi ótimo ver a estréia de Wagner Moura como o vilão "braguiano" Olavo: seu olhar, seu sotaque carioca (sabendo que ele é bahiano), seu andar arrogante de quem pisa sem pena.

Vilões "braguianos" são pérfidos, irônicos, cáusticos e sempre, SEMPRE hiper-sexualizados (vide Renato Mendes, Maria de Fátima, Laura-cachorrona, entre outros). No contraponto, os mocinhos (e mocinhas) são doces, batalhadores e só fazem sexo com amor. Há algumas novelas atrás, as mocinhas costumavam ser virgens. Hoje, elas não são mais, mas nunca transam na primeira noite. É instigante ver a voluptuosa Alessandra Negrini de blusa transparente, negar a noite de amor a Daniel, o herói de Fábio Assunção por estar "confusa". Aliás, Negrini está linda e acho que vai dar conta do recado de dois papéis (a boazinha Paula e sua gêmea má, Taís), papéis que foram escritos para Cláudia Abreu. Fábio Assunção me incomodou um pouco; está magro demais, parece abatido. Vamos ver se ele dá conta de mais um galã. Foram inúmeros mocinhos que ele fez ao longo da carreira, mas ele sempre será lembrado por Renato Mendes, o vilão sem-vergonha e com senso de humor.

Enfim, após a decepção com Manoel Carlos, torço para que a novela de Gilberto Braga, meu autor favorito, emplaque. Os elementos básicos estão lá: o Brasil de fundo, a corrupção, a ambição desmedida e a inveja. Gilberto Braga ama o cinema clássico e se inspira nos filmes da era dourada hollywoodiana para escrever suas novelas com maestria. Que venham mais personagens inesquecíveis após a "esquecível" Páginas da Vida.

Postado por Leka às 11:48 AM



DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Todas as Mulheres do Mundo

Rita Lee

Elas querem é poder!

Mães assassinas, filhas de Maria
Polícias femininas, nazijudias
Gatas gatunas, kengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas

Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz

Garotas de Ipanema, minas de Minas
Loiras, morenas, messalinas
Santas sinistras, ministras malvadas
Imeldas, Evitas, Beneditas estupradas

Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz

Paquitas de paquete, Xuxas em crise
Macacas de auditório,velhas atrizes
Patroas babacas, empregadas mandonas
Madonnas na cama, Dianas corneadas

Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz

Socialites plebéias, rainhas decadentes
Manecas alcéias, enfermeiras doentes
Madrastas malditas, superhomem sapatas
Irmãs La Dulce beaidetificadas

Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz


Postado por Leka às 11:09 AM


Segunda-feira, Março 05, 2007

GILBERTO BRAGA VEM AÍ

Entre os noveleiros de plantão, diz a lenda que após uma novela ruim, vem uma boa. "Senhora do Destino" foi ótima. América foi péssima. "Belíssima" foi inteligente. "Páginas da Vida" foi uma "embromation" só. Que venha "Paraíso Tropical" e os deliciosos vilões que só Gilberto Braga é capaz de escrever.

Estou sem computador e com tempo escasso. Até quarta-feira escrevo sobre a novela.

Postado por Leka às 11:12 AM


Quinta-feira, Março 01, 2007

E SOBRE O BIG BROTHER...

Sim, estou assistindo de forma assídua. Vício maldito. O que faz com que eu perca minutos do meu dia assistindo pessoas comendo e tomando sol? Porque além disso, há, é claro, os tais conflitos humanos devidamente editados pela Globo.Justiça seja feita: a edição tem sido boa. Verdade ou não, a edição de terça-feira, embora piegas, foi também engraçada e emocionante.

Irrita-me um pouco os discursinhos semi-intelectuais do Bial no momento da eliminação. No entanto, ele fez uso oportuno de um poema de Menotti del Pichia pela ocasião da eliminação de Íris, no último paredão. Não acredito, sinceramente, no amor de Diego-Alemão pela caipira Íris, mas talvez em um encantamento pela idéia do que seria este amor. Pense: belo rapaz de classe média, descolado, mulherengo, apaixona-se por moça interiorana pobre e recatada. Ótima idéia para um folhetim. A Globo finge que se encanta, a gente finge que acredita e se emociona. Os amores idealizados encantam mesmo. Acredito que muitos atores, inclusive, se apaixonam pela história de seus personagens nas novelas e acabam se envolvendo de verdade. Muitas vezes, não dá certo. De qualquer forma, eis os versos do modernista Del Pichia lidos por Pedro Bial. Se não valem para Íris e Diego, com certeza valem para muita gente:

"(...)Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida...
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

Postado por Leka às 11:22 AM



TAPETE VERMELHO

Eu confesso: tenho meu lado fútil e adoro ver as estrelas passando pelo tapete vermelho antes da cerimônia do OSCAR! Pior: eu compro a revista CARAS que sai logo em seguida para copiar os modelitos para usar nas festas de casamento do ano (que, ultimamente, são muitas).

Houve um tempo que as atrizes eram bregas e me faziam rir. Hoje, com as assessorias de estilo e os grandes estilistas enviando modelos de presente, a coisa mudou. Neste ano, elas estavam lindas e fica até difícil escolher o melhor modelo. Os destaques para mim foram a sempre elegante Nicole Kidman (de vermelho) e a sua sucessora no coração de Tom Cruise, Penelope Cruz (com um vestido em tons pastéis). Gostei também do estilo vintage de Gwyneth Paltrow, que ficou muito mais curvilínea após o nascimento de seus filhos. No entanto, me deu aflição o seu cabelo, que parecia sempre que ia cair no rosto, uma coisa assim meio Veronica Lake. Veronica Lake foi uma atriz dos anos 40, famosa por seus longos cabelos loiros que quase sempre cobriam um dos olhos. Confiram só o glamour das duas:


Postado por Leka às 11:06 AM