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Meu nome é Letícia, Leka ou Let's. Palpiteira de tevê e cinema.

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Segunda-feira, Agosto 27, 2007

AUDREY

Sai Marilyn Monroe, entra Audrey Hepburn. O canal pago GNT, após apresentar a minissérie "BLONDE" (2001) sobre a vida de Marilyn, exibe, a partir de 16 de Setembro, "The Audrey Hepburn Story" (2000), também em quatro episódios. A série, quando exibida nos EUA, causou polêmica entre os fãs mais devotos da atriz, que se revoltaram com a escolha da insossa Jeniffer Love Hewitt como protagonista.

Filmes biográficos são sempre complicados; por melhor que seja o ator ou atriz, não há como reproduzir o impacto e alcançar o carisma do biografado, a maioria deles já morto e enaltecido. E, por melhor que seja o roteiro, perde-se sempre, pois dificilmente algumas imagens alcançam a riqueza de uma vida. A própria minissérie sobre Marilyn Monroe acertou na escolha da atriz, mas errou feio no roteiro, baseado em um livro com cerca de 700 páginas (BLONDE, de Joyce Carol Oates). A autora usou recursos ficcionais para contar a história de Marilyn, que resumida em uma minissérie virou um samba do crioulo doido. Para quem não leu nada sobre ela, deu-se a entender que era uma louca varrida, além de uma tremenda chata.
Difícil ter a voluptuosidade de Marilyn sem ficar caricata, assim como é difícil ser graciosa e elegante como Audrey. Audrey, aliás, será sempre lembrada como a Holly, a bonequinha de luxo, papel originalmente escrito para Marilyn Monroe (quem mais faria o papel de uma doce prostituta?).
De qualquer maneira, lá vou eu novamente, conferir outra série. Ainda preferiria a bela Natalie Portman como Audrey, mas está valendo.


Jennifer Love (a Audrey da série), Natalie Portman (em um ensaio) e a própria, em seu indefectível vestido preto.

Postado por Leka

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

FEIOS?? POUCO IMPORTA...




O brasileiro Chico Diaz e os americanos William Dafoe e Montgomery Clift (1920-1966) são exemplos de grandes atores de traços duros ( e por que não, "feios"?) com talento o suficiente para interpretar desde vilões,a homens extremamente sedutores. Com exceção de Clift (que foi lindo e teve o rosto desfigurado em um acidente), os outros dois foram ficando melhores com o tempo e com as rugas. Nesta lista de homens com rosto esculpido a canivete, poderíamos incluir ainda o eternamente garanhão José Mayer, e o americano Charlton Heston, o Ben Hur.

Postado por Leka

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

ELVIS NÃO MORREU


Elvis e o sorriso "meia-boca" (literalmente)

Amanhã, 16 de Agosto, faz exatos 30 anos da morte de Elvis Presley, o "rei do rock" . Quer dizer, oficialmente sim, uma vez que muitas pessoas ainda acreditam que "Elvis não morreu".

De alguma forma, Elvis realmente está vivo. Foi dos homens mais belos e fotografados do mundo, fez inúmeros filmes de apelo adolescente e, principalmente, tem uma discografia de uma qualidade inestimável. Ao longo de três décadas (anos 50, 60 e 70) ele manteve-se, apesar dos altos e baixos, como uma referência importante no cenário musical da época.

São três décadas, mas duas imagens marcantes: o jovem esbelto, belo e rebolativo, rodeado por garotas e o homem inchado, pesadão e cafona. No entanto, é este homem cafonão, com macacão branco, pedrarias e costeletas grossas que é imitado por seus fãs mais fiéis. Sósia de Elvis que se preze deve estar com uns quilinhos a mais na silhueta. Isso porque fã que é fã sabe que Elvis cantou muitas de suas melhores músicas a partir do início da década de 70, o começo do fim. É desta época canções melancólicas como "Always on my mind", por exemplo. Elvis acumulava em seu físico uma vida de excessos, mas, segundo alguns admiradores, sua voz estava ainda mais bonita.

Memphis, a cidade natal de Elvis, está, mais do que nunca, festejando a vida deste homem que a colocou no mapa. Admiradores do mundo inteiro, inclusive eu, também.

Postado por Leka

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

SERÁ QUE SOU SÓ EU...

que me irrito com o "Criança Esperança"? Sei que a causa é nobre, mas todo ano a mesma música, o mesmo Renato Aragão (chato depois dos Trapalhões), a Xuxa (xata também), a Ivete Sangalo e todo o elenco da Globo discursando em um mega show com a mesma cara é um saco. Além disso, tenho ainda a desconfiança se esse dinheiro todo vai mesmo para as crianças. Prefiro ajudar ao meu modo.

Postado por Leka

PRIMO PERIGOSO



Há quase vinte anos atrás, em 1988, a Rede Globo estreou uma minissérie em alto estilo: "O Primo Basílio", com direção de Daniel Filho. Curiosa pela obra de Eça de Queiroz e Machado de Assis, acompanhei a série do começo ao fim. Achava os românticos enfadonhos e os autores realistas me surpreendiam (como ainda me surpreendem).

A trilha sonora, a abertura (com fotos envelhecidas do elenco) e os atores fizeram desta obra algo primoroso. Giulia Gam, no auge, após interpretar a Jocasta jovem de Mandala, fez Luísa, a protagonista, com um aplique horroroso pintado de loiro. Tony Ramos, sempre ótimo, fez Jorge e Marcos Paulo, o sedutor Basílio. Na época, a minissérie também foi exibida em Portugal, onde recebeu críticas pela escolha da atriz protagonista. Giulia Gam estava meio fora de forma e talvez esperassem uma Luísa mais bonita e mais delicada.Eu gostei. Marília Pêra, ao contrário, estava bonita demais fazendo Juliana, a empregada invejosa, que, na verdade, deveria ser um canhão.

Hoje, Daniel Filho visita novamente a obra de Eça de Queiroz e re-edita a história da frágil e leviana Luísa para a tela grande. Desta vez, a história se passa nos dramáticos e conservadores anos 50 e a delicada Débora Falabella encabeça o elenco. Jorge, o conservador e dedicado marido, é interpretado pelo hollywoodiano Reynaldo Gianecchini e Basílio por Fábio Assunção e seus belos olhos azuis. Não deixa de ser estranho ver uma mulher trocar Giane por Assunção, mas entendo as razões do diretor. Não é a beleza exatamente que faz Luiza deixar Jorge, mas a "adrenalina" que o primo Basílio lhe desperta. Espero que Gianechini dê ao personagem a densidade de que ele necessita. O triângulo amoroso, a traição com o primo ousado, tudo isso lembra Nélson Rodrigues e a alusão é clara.

Eça de Queiroz, assim como Nélson Rodrigues escreveram de forma crua sobre a natureza humana. Os finais de seus romances geralmente deixam o leitor de boca aberta, estupefato. Ninguém é mocinho, nem vilão em suas obras, mas escancaradamente humanos. Torço para que Daniel Filho tenha acertado a mão com este filme, assim como acertou com a minissérie.Vou assistir ao filme e depois volto a postar. Hoje, como há vinte anos, quando ainda era uma pirralha, prefiro o Jorge ao primo Basílio. Será que Fábio Assunção me fará mudar de idéia?

Postado por Leka