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Meu nome é Letícia, Leka ou Let's. Palpiteira de tevê e cinema.

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Sábado, Dezembro 29, 2007

Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.
(Carlos Drummond de Andrade)


Feliz Ano Novo a todos os visitantes do blog. Mais um ano se vai...

Postado por Leka

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

A GAROTA DA VITRINE



Antes que o ano acabasse, quando eu menos esperava, assisti a um filme comovente. "A garota da vitrine" (2005) é um filme despretensioso, adaptado do livro de mesmo nome, que por sua vez foi escrito por Steve Martin. O ator, mais conhecido pelos seus papéis cômicos, também é um dos protagonistas, desta vez em um papel nada engraçado.

O enredo trata dos desencontros da vida, mais precisamente dos desencontros amorosos. Às vezes, é preciso muito mais do que o amor recíproco para que duas pessoas fiquem juntas.

Claire Danes, a protagonista feminina Mirabelle, dividida entre dois homens bastante distintos, tem uma interpretação sensível, delicada, emocionante. Embora lindíssima, ela passa bem por uma menina comum, passível de identificação. Ray Porter, o complexo personagem de Steve Martin não é um dom juan, não é um cafajeste, mas se apega à solidão e à suposta liberdade de forma apaixonada, mais apaixonada do que na relação com qualquer mulher. Sobre Ray Porter, escreveu Contardo Calligaris, em artigo do início de 2006. Jason Schwartzmann, o ator que faz o desajeitado e nada glamouroso Jeremy, completa o estranho triângulo amoroso.

Um filme para conferir em uma tarde chuvosa. Você pode chorar ao assití-lo, ou achar tedioso. Eu chorei.

Postado por Leka

Sábado, Dezembro 22, 2007

AQUILES

Aquiles, o cão da família que costuma morder calcanhares, não passará o Natal com a gente. Fará falta, mas cachorro em dias de mudança de lar como serão os dias finais de 2007, não dá.
Dêem uma olhada na carinha-chantagem-emocional do rapaz:



Safado, esse Aquiles. Com esse olhar de carente, quem resiste??

Postado por Leka

Domingo, Dezembro 16, 2007

HIPERBÓLICO



Depois da leveza do especial "Por toda minha vida" com Nara Leão, foi a vez do peso-pesado e hiperbólico Tim Maia ser homenageado no programa da Rede Globo. O programa veio na onda do lançamento da biografia de Tim ("Vale Tudo"), escrito por Nelson Motta, que o conheceu de perto. Nelson Motta tem uma escrita deliciosa (vide "Noites Tropicais") e o livro é daqueles para ser "devorado" em poucas horas.
Tim Maia viveu uma vida de excessos: gastava muito, se drogava muito, comia muito e amava muito. Deixou uma série de frases antológicas, lembradas entre risos por aqueles que o conheceram. No entanto, viver de forma tão intensa lhe custou a própria vida. Passou mal no início de um show, em 1997, para nunca mais voltar. Reza a lenda de que São Pedro o está esperando até hoje, pois ele não apareceu, assim como não aparecia em muitos de seus shows.

E POR FALAR EM EXCESSOS...

e estilo soul, estou absolutamente apaixonada por Amy Winehouse a cantora inglesa doidona que canta horrores. A mulher é louca, vive sendo presa por uso abusivo de drogas, mas é um espetáculo cantando.

Palmas pra ela. Palmas pro Tim. Uma pena que, com uma vida assim, a tendência é ir embora cedo.

Postado por Leka

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

REVISTAS FEMININAS...

e seus números bizarros. Veja um dos destaques da revista MARIE CLAIRE deste mês: "Como transar mais de três mil vezes com a mesma pessoa sem enjoar". Como assim, Bial? Por que três mil e não quatro? Tem receita? Quem sabe as 287 soluções de moda e beleza da revista UMA não te ajudam a laçar de uma vez por todas "aquele" gato", que você termina de seduzir seguindo as 375 dicas quentes do Manual de Sexo lacrado da NOVA? Com certeza, aí você vai transar três mil vezes e não enjoar. Fala sério, mulherada, fala sério.

Postado por Leka

Domingo, Dezembro 02, 2007

AINDA O AMOR...

Assisti, há pouco, o filme de Cacá Diegues, "O maior amor do mundo" (2006). Há um ano atrás, fiz menção ao filme por aqui. José Wilker, o protagonista, já havia feito boa parceria com Diegues em "Bye Bye Brasil" (1979). Eu adoro quando Wilker faz comédia, mas quando interpreta personagens melancólicos é ainda melhor. Este, o triste Antônio, talvez seja dos seus melhores papéis. O maior amor do título é o amor de sua mãe biológica, uma mulher que nunca conhecera, e que busca encontrar ao saber que tem um doença fatal. Quem é (foi) ela? O quanto o quis? O quanto o amou?

Li, logo depois, uns escritos de André Debvec, blogueiro que tem nas letras a vocação. Reproduzo abaixo um de seus últimos (e comoventes) posts, que tem, no meu entender, tudo a ver com o filme (ou não):

SINA DANADA

A sina de alguns homens é aprender a viver com uma dor. Uns fazem dela segredo, outros bandeira. E assim há os que andam como se nunca tivessem a tido, e os que mancam deixando claro que ainda não a tem guardada como algo esquecido. Membro amputado em batalha, às vezes faz que formiga onde já não há nada, a tal da dor. Coça o vazio pinicando lembrança de outro tempo e até de outra vida. Dor afiada, traidora essa bandida, de vez em quando cutuca, só pra ter certeza que não foi esquecida, pois que é sina da qual o sujeito não pode escapar. Pobres dos que tem que aprender a viver com uma dor assim desse tipo, feito a de fratura eternamente mal reparada. Dorzinha dessa renitente, que vez por outra chia se o tempo vira de repente ou se um nome velho cruza nosso caminho sem olhar pros dois lados. A sina de alguns homens é aprender a viver com uma dor. E com a danada de uma pergunta não respondida: será que foram mesmo amados?

Postado por Leka